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Tu Tens Grande História ::
Empate no Mineirão marcou grande
campanha de 1974
Com Osny, André, Mário
Sérgio e companhia, Vitória foi oitavo no Brasileirão
Luciano
Santos
O próximo desafio do Leão no
Brasileirão 2009 é o Galo mineiro. Parada dura para o
Rubro-Negro baiano que conta apenas com um triunfo em terras
mineiras no histórico do confronto. Em 1999, e mesmo assim no
Estádio Independência, campo do América.
Empates em Belo Horizonte foram
muitos. O mais importante de todos, numa rápida análise, foi o
obtido no Brasileiro de 1974. Sem o pontinho obtido no Mineirão,
o Vitória não teria levado a decisão contra o Vasco para a Fonte
Nova, pois os cariocas já estariam classificados, com
antecedência, para as semifinais da competição nacional daquele
ano.
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O Vitória estreou muito mal no
Campeonato Nacional de 1974, perdendo do Tiradentes-PI,
empatando com Olaria-RJ e Atlético-PR, em plena Fonte Nova,
mando de campo do Rubro-Negro até a efetivação do Estádio Manoel
Barradas.
Apesar da reação diante do América
carioca, vieram novos empates contra Bahia, Desportiva-ES e
América-RN, que culminaram com a troca do técnico Carlos
Castilho por Bengalinha, ex-jogador que já havia treinado a
equipe anteriormente.
O Vitória reagiu, obteve triunfos
fora de casa e, na Fonte Nova, derrubou o Fluminense-RJ,
Flamengo-RJ e o Grêmio-RS. A boa campanha, com Bengalinha,
resultou na classificação do Leão para a fase seguinte do
campeonato. |
Campanha do Vitória no
Brasileirão 1974
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Vitória |
1 |
X |
2 |
Tiradentes |
|
Vitória |
0 |
X |
0 |
Olaria |
|
Vitória |
2 |
X |
2 |
Atlético PR |
|
América RJ |
1 |
X |
2 |
Vitória |
|
Bahia |
1 |
X |
1 |
Vitória |
|
Desportiva |
1 |
X |
1 |
Vitória |
|
Vitória |
1 |
X |
1 |
América RN |
|
Vitória |
0 |
X |
0 |
Vasco |
|
Sampaio Corrêa |
0 |
X |
3 |
Vitória |
|
Paysandu |
1 |
X |
2 |
Vitória |
|
Vitória |
3 |
X |
0 |
Avaí |
|
Internacional |
1 |
X |
1 |
Vitória |
|
Vitória |
0 |
X |
0 |
Fluminense RJ |
|
Vitória |
3 |
X |
1 |
Botafogo RJ |
|
Vitória |
2 |
X |
0 |
Itabaiana |
|
Remo |
3 |
X |
1 |
Vitória |
|
Vitória |
1 |
X |
0 |
Grêmio |
|
Coritiba |
1 |
X |
1 |
Vitória |
|
Vitória |
1 |
X |
0 |
Flamengo |
|
Nacional AM |
1 |
X |
0 |
Vitória |
|
Vitória |
1 |
X |
0 |
Corinthians |
|
Operário MS |
0 |
X |
2 |
Vitória |
|
Atlético MG |
2 |
X |
2 |
Vitória |
|
Vitória |
0 |
X |
0 |
Vasco |
|
O Grupo 2, já valendo pela segunda
fase, tinha Vitória, Vasco-RJ, Atlético-MG, Corinthians-SP,
Operário-MS e Nacional-AM. Após tropeçar na capital amazonense,
o Leão embalou com triunfos diante de Corinthians e Operário, e
partiu para encarar o Galo, no Mineirão. Uma derrota tiraria as
chances de classificação do Rubro-Negro.
O Jornal da Bahia, de 16/07/74,
estampava a manchete "Vitória embalado pode ir às finais",
enquanto a agência SportPress destacava "Vitória, a grande
sensação". Os jogadores receberam Cr$ 400 pelo resultado em BH.
Receberiam mais Cr$ 2.000 em caso de classificação.
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Os gols
O Galo mineiro foi melhor no jogo.
Porém, na primeira chance que teve, já aos 44 minutos, Mário
Sérgio serviu Osni. Este dominou na área e chutou para grande
defesa de
Mazurkiewicz, que jogou para escanteio. França cobrou,
André subiu com o goleiro, e a bola sobrou para Natal, que jogou
no fundo das redes. Vitória 1x0.
Logo aos 6 minutos da segunda
etapa, Joel Mendes saiu errado num cruzamento da esquerda, e
deixou Totonho livre para fazer 1x1.
Aos 33, numa grande jogada de
Osni, o Vitória fez 2x1. Ele driblou sensacionalmente Márcio e
lançou André, que aproveitou a saída de
Mazurkiewicz e chutou de direita, estabelecendo a
vantagem do Leão: 2x1.
O Atlético foi para cima. O
Vitória recuou, deixando apenas Osni e André Catimba na frente.
Aos 41 minutos, a defesa do Vitória parou, pedindo impedimento,
e Fausto fez Atlético 2x2 Vitória. |


Bengalinha, fora de campo, e
Osni, dentro, comandaram a grande campanha do Leão em 74
(Fotos: Revista Placar).
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Na saída da bola, Osni foi
derrubado na área, no momento em que preparava o chute, mas o
árbitro carioca Luís Carlos Félix nada marcou. No lance
seguinte, compensou, anulando um gol legítimo dos donos-da-casa,
alegando falta na zaga rubro-negra.
A partida seguinte foi contra o
Vasco-RJ, na Fonte Nova. Numa quinta à noite, mais de 46.000
rubro-negros foram a campo para apoiar o Leão, que chegaria às
semifinais com um triunfo, já que chegaria ao mesmo número de
pontos dos vascaínos, vencendo no critério de melhor campanha na
fase anterior.
Não deu! O árbitro Agomar Martins
permitiu o anti-jogo dos cariocas, que jogaram com dez em seu
campo de defesa, deixando apenas Roberto Dinamite no ataque.
Santos-SP, Vasco, Internacional-RS e Cruzeiro-MG seguiram para a
decisão do Brasileiro de 1974. O Vitória, do inesquecível trio "Osni-André-Mário
Sérgio", terminou a competição em oitavo lugar, entre quarenta
participantes.
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Atlético (MG) 2x2 Vitória |
14/07/74 |
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Atlético:
Mazurkiewicz, Getúlio, Grapete, Márcio e Aripe;
Vanderlei Paiva, Danival (Fausto) e Marcelo; Arlem
(Paulinho), Totonho e Romeu. Técnico: Telê Santana. |
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Vitória: Joel Mendes, Roberto, Válter, Dutra e
França (Jorge Valença); Paulo, Natal e Mário Sérgio;
Osni, Davi (Gibira) e André Catimba. Técnico:
Bengalinha. |
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Local: Estádio Mineirão
- Belo Horizonte (MG). |
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Gols: Totonho (6min/2º) e Fausto (41min/2º) para o
Atlético, Natal (44min/1º) e André (33min/2º) para o Vitória. |
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Arbitragem: Luis Carlos Félix (RJ). |
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Público:
8.518 pagantes. |
Luciano
Santos
Economista,
pós-graduado em Comunicação e editor da Revista Eletrônica
Barradão On Line.
Pesquisa: Jornais Tribuna da Bahia e Jornal da Bahia, Revista
Placar, com dados estatísticos de Alexandro
Ribeiro.
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