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Tu Tens Grande História ::
Rivalidade regional e vantagem no
Manoel Barradas
O alvi-rubro pernambucano inaugurou
refletores do estádio rubro-negro
Luciano
Santos
O Náutico é o próximo adversário
do Vitória no Estádio Manoel Barradas. A partida, que acontece
no próximo domingo, 18, é válida pela 30ª rodada do Brasileirão
da Série A.
Rubro-negros baianos e alvi-rubros
pernambucanos escrevem uma longa história de rivalidade,
iniciada em 1936, quando o Leão foi a Recife e goleou o Timbu
por 4x0 em partida amistosa.
Depois disso, foram muitos outros
amistosos, torneios, Taça Brasil, Brasileiro das 1ª e 2ª
divisões e Campeonato do Nordeste. Em Salvador, desde a criação
do Campeonato Brasileiro, em 1971, o Vitória só perdeu duas
vezes, uma pelo Brasileiro de 1972 e outra pelo Nordestão de
2001. Foram 10 jogos, com seis triunfos do Leão e dois empates.
Destes, o resultado mais expressivo foi o conquistado em 1993,
um 4x1, no Estádio da
Fonte Nova.
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A rivalidade foi aquecida
nos últimos anos, principalmente pela má recepção aos
baianos no estádio dos Aflitos. Em 2008, na derrota por
1x0 para os pernambucanos, a delegação rubro-negra
chegou a ser agredida nos vestiários e a
torcida ofendida
pelos anfitriões. Este ano, no empate de 1x1 pelo
primeiro turno, mais agressões, desta feita a um
repórter de rádio baiana. |
Jogos contra o Náutico, em
Salvador, válidos por Brasileiros
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1972 |
0x1 |
Fonte Nova |
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1973 |
3x1 |
Fonte Nova |
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1975 |
2x0 |
Fonte Nova |
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1980 |
1x0 |
Fonte Nova |
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1990 |
2x2 |
Fonte Nova |
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1993 |
4x1 |
Fonte Nova |
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1994 |
2x0 |
Barradão |
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2005 |
2x2 |
Barradão |
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2008 |
2x0 |
Barradão |
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Nem tudo, no entanto, são espinhos
no confronto entre as equipes. Coube ao Náutico participar,
mesmo que de forma involuntária, da festa de inauguração dos
refletores do Estádio Manoel Barradas.
Em partida válida pelo Campeonato
Brasileiro de 1994, o Vitória venceu o rival por 2x0, com
direito a gol do ídolo Ramon Menezes, e inscreveu
definitivamente o seu estádio no roteiro das competições
nacionais e internacionais.
O jogo(*)
A fórmula da competição não era
das mais fáceis de serem entendidas. O Campeonato Brasileiro de
1994 tinha, em sua primeira fase, vinte e quatro clubes,
divididos em quatro grupos. Os quatros primeiros passavam à
segunda fase. Os outros dois, seria o caso do Vitória, passavam
a uma repescagem, e ainda teriam chances de alcançar as
quartas-de-finais do certame.
Na primeira fase, quando mandava
os seus jogos na Fonte Nova, o Rubro-Negro empatou 5 partidas,
perdeu 4, e venceu apenas o Botafogo (RJ) por 2x0. Na
repescagem, utilizando o Barradão como mando de campo, uma
campanha melhor, mas apenas sofrível, com 6 triunfos, 3 empates
e 5 derrotas.
O primeiro jogo da repescagem, no
entanto, marcou a história do Estádio Manoel Barradas. Atuando
diante do Náutico, o Vitória inaugurou o sistema de iluminação
da sua “casa”, com 4 torres e 160 refletores, equipamento com
tudo de mais moderno que existia na época. Era o fim da
limitação de horário, que impunha jogos começando às 15:30,
muitas vezes às 15 horas.
A iluminação artificial do
Barradão deixava o mando de campo rubro-negro definitivamente
capacitado para entrar no circuito oficial do futebol
brasileiro, fato que se concretizaria já a partir do final
daquela temporada. Depois dessa inauguração, o Vitória só
atuaria no Manoel Barradas, com exceção de períodos em que o
estádio esteve em reformas.
Ainda invicto no Barradão, após 26
partidas, sendo 15 oficiais, o Vitória foi soberano no jogo, com
destaque para o meia Everaldo, que se firmava como titular.
E foi Everaldo que abriu o
marcador, aos 12 minutos, recebendo assistência de Gil Baiano,
que fez boa jogada pelo lado direito do ataque rubro-negro e
cruzou na medida. A zaga timbu colaborou, deixando a sobra para
Everaldo chutar, da entrada da área, sem chances para o goleiro
do Náutico, equipe que estreava o volante Gil Sergipano,
vice-campeão brasileiro com o Vitória em 1993.
Logo em seguida, o Vitória
reclamou um pênalti, não marcado pelo árbitro sergipano Sidrack
Marinho. A bola já havia passado pelo goleiro Marco Aurélio,
sendo interceptada com a mão por um zagueiro pernambucano.
Após colocar duas bolas na trave,
o Vitória ampliou com Ramon Menezes. Aos 39 minutos, Everaldo
chutou da esquerda, com a bola batendo no volante Moisés, e
sobrando para o artilheiro rubro-negro, que driblou o goleiro e
chutou para o gol.
O Vitória manteve a supremacia na
segunda etapa e o placar de 2x0 diante do alvi-rubro
pernambucano. Formou com Borges, Gil Baiano, João Marcelo, China
(Guto) e Rodrigo; Gélson, Roberto Cavalo, Everaldo e Ramon
(Giuliano); Dão e Pichetti.
O técnico era o vice-campeão
brasileiro em 1993, Fito Neves, que deixaria o clube pouco tempo
depois, após o Vitória perder a invencibilidade no Manoel
Barradas diante do Remo (Vitória 0x1 Remo em 12/10/94), e ser
derrotado pelo União São João (União 4x2 Vitória em
19/10/94), ainda pela repescagem do Brasileiro de 1994. Seria
substituído por Geninho.
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Vitória 2x0 Náutico |
01/10/94 |
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Vitória: Borges, Gil Baiano, João Marcelo, China
(Guto) e Rodrigo; Gélson, Roberto Cavalo e Ramon Menezes
(Giuliano); Everaldo, Dão e Pichetti. Técnico: Fito Neves. |
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Náutico:
Marco Aurélio, Célio Lino, Paulo Roberto, Parreira e
Flavinho; Moisés (Róbson), Gil Sergipano e Gersinho;
Nailson, Alex e Serginho. Técnico: Mário Juliato. |
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Local: Estádio Manoel
Barradas. |
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Gols: Everaldo (12min/1º) e Ramon Menezes (39min/1º) para o Vitória. |
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Arbitragem: Sidrack Marinho (SE). |
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Público:
7.917 pagantes. |
Luciano
Santos
Economista,
pós-graduado em Comunicação e editor da Revista Eletrônica
Barradão On Line.
Pesquisa:
Arquivo Barradão On Line e dados estatísticos de Alexandro
Ribeiro.
(*) Transcrito do livro "Barradão
- alegria, emoção e Vitória".
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