A Revista Eletrônica Barradão On Line é um veículo independente, com edições publicadas semanalmente, sobre o Esporte Clube Vitória - Salvador - Bahia - Brasil

Desde 1999

Revista aí!

»Blogs

»Expediente

»Edições Anteriores

»Enquetes

Revista Eletrônica BOL - Edição nº 91 - 11 a 17 de outubro de 2009

Fonte: Acervo BOL

:: Tu Tens Grande História ::

Rivalidade regional e vantagem no Manoel Barradas

O alvi-rubro pernambucano inaugurou refletores do estádio rubro-negro

Luciano Santos

O Náutico é o próximo adversário do Vitória no Estádio Manoel Barradas. A partida, que acontece no próximo domingo, 18, é válida pela 30ª rodada do Brasileirão da Série A.

Rubro-negros baianos e alvi-rubros pernambucanos escrevem uma longa história de rivalidade, iniciada em 1936, quando o Leão foi a Recife e goleou o Timbu por 4x0 em partida amistosa.

Depois disso, foram muitos outros amistosos, torneios, Taça Brasil, Brasileiro das 1ª e 2ª divisões e Campeonato do Nordeste. Em Salvador, desde a criação do Campeonato Brasileiro, em 1971, o Vitória só perdeu duas vezes, uma pelo Brasileiro de 1972 e outra pelo Nordestão de 2001. Foram 10 jogos, com seis triunfos do Leão e dois empates. Destes, o resultado mais expressivo foi o conquistado em 1993, um 4x1, no Estádio da Fonte Nova.

A rivalidade foi aquecida nos últimos anos, principalmente pela má recepção aos baianos no estádio dos Aflitos. Em 2008, na derrota por 1x0 para os pernambucanos, a delegação rubro-negra chegou a ser agredida nos vestiários e a torcida ofendida pelos anfitriões. Este ano, no empate de 1x1 pelo primeiro turno, mais agressões, desta feita a um repórter de rádio baiana.

Jogos contra o Náutico, em Salvador, válidos por Brasileiros

1972

0x1

Fonte Nova

1973

3x1

Fonte Nova

1975

2x0

Fonte Nova

1980

1x0

Fonte Nova

1990

2x2

Fonte Nova

1993

4x1

Fonte Nova

1994

2x0

Barradão

2005

2x2

Barradão

2008

2x0

Barradão

Nem tudo, no entanto, são espinhos no confronto entre as equipes. Coube ao Náutico participar, mesmo que de forma involuntária, da festa de inauguração dos refletores do Estádio Manoel Barradas.

Em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 1994, o Vitória venceu o rival por 2x0, com direito a gol do ídolo Ramon Menezes, e inscreveu definitivamente o seu estádio no roteiro das competições nacionais e internacionais.

O jogo(*)

A fórmula da competição não era das mais fáceis de serem entendidas. O Campeonato Brasileiro de 1994 tinha, em sua primeira fase, vinte e quatro clubes, divididos em quatro grupos. Os quatros primeiros passavam à segunda fase. Os outros dois, seria o caso do Vitória, passavam a uma repescagem, e ainda teriam chances de alcançar as quartas-de-finais do certame.

Na primeira fase, quando mandava os seus jogos na Fonte Nova, o Rubro-Negro empatou 5 partidas, perdeu 4, e venceu apenas o Botafogo (RJ) por 2x0. Na repescagem, utilizando o Barradão como mando de campo, uma campanha melhor, mas apenas sofrível, com 6 triunfos, 3 empates e 5 derrotas.

O primeiro jogo da repescagem, no entanto, marcou a história do Estádio Manoel Barradas. Atuando diante do Náutico, o Vitória inaugurou o sistema de iluminação da sua “casa”, com 4 torres e 160 refletores, equipamento com tudo de mais moderno que existia na época. Era o fim da limitação de horário, que impunha jogos começando às 15:30, muitas vezes às 15 horas.

A iluminação artificial do Barradão deixava o mando de campo rubro-negro definitivamente capacitado para entrar no circuito oficial do futebol brasileiro, fato que se concretizaria já a partir do final daquela temporada. Depois dessa inauguração, o Vitória só atuaria no Manoel Barradas, com exceção de períodos em que o estádio esteve em reformas.

Ainda invicto no Barradão, após 26 partidas, sendo 15 oficiais, o Vitória foi soberano no jogo, com destaque para o meia Everaldo, que se firmava como titular.

E foi Everaldo que abriu o marcador, aos 12 minutos, recebendo assistência de Gil Baiano, que fez boa jogada pelo lado direito do ataque rubro-negro e cruzou na medida. A zaga timbu colaborou, deixando a sobra para Everaldo chutar, da entrada da área, sem chances para o goleiro do Náutico, equipe que estreava o volante Gil Sergipano, vice-campeão brasileiro com o Vitória em 1993.

Logo em seguida, o Vitória reclamou um pênalti, não marcado pelo árbitro sergipano Sidrack Marinho. A bola já havia passado pelo goleiro Marco Aurélio, sendo interceptada com a mão por um zagueiro pernambucano.

Após colocar duas bolas na trave, o Vitória ampliou com Ramon Menezes. Aos 39 minutos, Everaldo chutou da esquerda, com a bola batendo no volante Moisés, e sobrando para o artilheiro rubro-negro, que driblou o goleiro e chutou para o gol.

O Vitória manteve a supremacia na segunda etapa e o placar de 2x0 diante do alvi-rubro pernambucano. Formou com Borges, Gil Baiano, João Marcelo, China (Guto) e Rodrigo; Gélson, Roberto Cavalo, Everaldo e Ramon (Giuliano); Dão e Pichetti.

O técnico era o vice-campeão brasileiro em 1993, Fito Neves, que deixaria o clube pouco tempo depois, após o Vitória perder a invencibilidade no Manoel Barradas diante do Remo (Vitória 0x1 Remo em 12/10/94), e ser derrotado pelo União São João (União 4x2 Vitória em 19/10/94), ainda pela repescagem do Brasileiro de 1994. Seria substituído por Geninho.

Vitória 2x0 Náutico

01/10/94

Vitória: Borges, Gil Baiano, João Marcelo, China (Guto) e Rodrigo; Gélson, Roberto Cavalo e Ramon Menezes (Giuliano); Everaldo, Dão e Pichetti. Técnico: Fito Neves.

Náutico: Marco Aurélio, Célio Lino, Paulo Roberto, Parreira e Flavinho; Moisés (Róbson), Gil Sergipano e Gersinho; Nailson, Alex e Serginho. Técnico: Mário Juliato.

Local: Estádio Manoel Barradas.

Gols: Everaldo (12min/1º) e Ramon Menezes (39min/1º) para o Vitória.

Arbitragem: Sidrack Marinho (SE).

Público: 7.917 pagantes.

Luciano Santos

Economista, pós-graduado em Comunicação e editor da Revista Eletrônica Barradão On Line.

Pesquisa: Arquivo Barradão On Line e dados estatísticos de Alexandro Ribeiro.

(*) Transcrito do livro "Barradão - alegria, emoção e Vitória".

-

:: Artigos ::

Análise pós-ação

ainda não dá para disputar em pé de igualdade em uma competição por pontos corridos

Por José Raimundo Silveira

Triste fim de uma história que deu certo (para nós)!

Entende agora a dimensão de sua decisão, PC?

Por Renato Ribeiro

Leão estende a pata amiga

Alguém tem que gritar nesse time. Precisamos de um Dunga

Por Cesar Senna

Faça parte da comunidade do Barradão On Line no Orkut!

Acompanhe o Barradão On Line no Twitter!

 

Barradão On Line - www.barradaoonline.com.br - Desde setembro de 1999