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Tu Tens Grande História ::
Leão de volta às competições
sul-americanas
Em 1997, o Vitória encarou equipes do
Paraguai e da Argentina
Ana Cláudia Cupertino
O Vitória voltou a atuar numa
competição internacional após 12 anos. O Rubro-Negro, que
participou das edições de 1994 e 1997 da Copa Commebol, voltou a
campo pela Copa Sul-Americana, e teve como primeiro adversário o
Coritiba (PR). No sufoco, através da disputa de pênaltis,
passamos pelos paranaenses e, agora, entramos "de verdade" na
competição, quando passaremos a enfrentar os "hermanos"
sul-americanos.
O primeiro desafio do Vitória após
o difícil Coxa é o River Plate do Uruguai, clube pouco conhecido
apesar de antigo e que, diga-se de passagem, apresentou um
futebol bem fraquinho para se classificar diante do Blooming da
Bolívia.
O Leão da Barra não enfrentou
equipes estrangeiras em 1994, parando na primeira fase diante do
Corinthians paulista. Em 1997, enfrentou os paraguaios do
Sportivo Luqueño e os argentinos do Lanús.
Foram dois triunfos diante da
equipe de Luque, um triunfo e uma derrota contra o time da
cidade de Lanús, província de Buenos Aires. Com o resultado da
partida na Argentina, o Leão se despediu da Commebol ainda na
segunda fase.
"Guerra" em Luque
"Com o jogo suspenso aos 19
minutos do segundo tempo, devido a violência de torcedores
paraguaios, que atiravam pedras no campo, o Vitória garantiu a
classificação para a próxima fase da Copa Conmebol, ao golear na
tarde de ontem o Sportivo Luqueño, no Paraguai, por 4x1. Foi uma
exibição perfeita do time rubro-negro, com destaque para o
lateral-direito Russo, que parecia inspirado pela convocação
para a Seleção Brasileira ...". A narrativa do jornal A Tarde,
no dia 04/09/1997, evidenciou o sufoco pelo qual passaram os
rubro-negros no Paraguai.

Capa do caderno de esportes de A
Tarde destaca classificação do Vitória.
Foi na base da garra. Apesar da
vantagem obtida no jogo de ida - um 2x0 na Fonte Nova -, o
Vitória não encontrou vida fácil na partida de volta, ocorrida
no Estádio Feliciano Cáceres com péssimo gramado e arquibancadas
lotadas de público dispensado do trabalho por ponto facultativo
decretado pelo prefeito de Luque.
O primeiro gol do Leão aconteceu
aos 38 minutos, numa cobrança de pênalti efetuada por Túlio. Os
protestos pela marcação da penalidade máxima incluíram arremesso
de pedras no árbitro assistente Evaristo Garcia, do Uruguai.
Aos 44 minutos, em cobrança de
falta, Eliomar fez 2x0. Na saída da bola, o meia paraguaio
Cáceres chutou Russo por trás e foi expulso. Logo em seguida,
numa falha do zagueiro Moas, o Luqueño descontou no placar, com
gol de Estigarribia.
O Vitória voltou tranquilo para o
segundo tempo e esteve a pique de marcar com Evando, que havia
substituído Túlio, por duas vezes. Aos 7 minutos, Preto fez o
terceiro, com belo chute no ângulo do gol defendido por Masi.
Vitória 3x1.
O centroavante Saulo ampliou para
4x1, aos 16 minutos, escorando de cabeça uma cobrança de
escanteio do meia Gil Baiano. A partir daí, a "guerra" começou.
O goleiro Zé Carlos recebeu uma pedrada na cabeça e caiu. As
pedradas se multiplicaram e o juiz argentino Oscar Sequera foi
obrigado a encerrar a partida.
O Vitória avançou para a segunda
fase da Copa Commebol, quando enfrentou o Lanús da Argentina.
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Sportivo Luqueño 1x4 Vitória |
03/09/1997 |
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Sportivo Luqueño:
Masi,
Escobar(Candia), Acosta, Ayala e Villamayor;
Martinez, Estigarribia, Mez(Esteche) e Cárceres;
Cano e Duarte.
Técnico:
Raul
Vicente Amarilla. |
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Vitória: Zé
Carlos, Russo, Flávio, Moas e Eliomar; Hélcio,
Preto, Ueslei e Gil Baiano; Saulo(Eron) e Túlio(Evando).
Técnico: Evaristo de Macedo. |
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Local: Estádio
Feliciano Cáceres (Luque-Paraguai). |
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Gols: Túlio,
Eliomar, Preto e Saulo para o Vitória, Etigarribia
para o Luqueño. |
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Cartão
Vermelho:
Cáceres(Luqueño). |
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Cartões
Amarelos:
Duarte, Cano e Escobar(Luqueño), Ueslei e
Eliomar(Vitória). |
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Renda:
R$
24.075,00 (48 milhões e 15 mil guaranis). |
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Público:
4.489
pagantes. |
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Arbitragem:
Oscar
Sequera(Argentina), Mario Pascualino(Argentina) e
Evaristo Garcia(Uruguai). |
Ana Cláudia
Cupertino
Arquivista,
pós-graduanda em Arte e Patrimônio Cultural.
Pesquisa:
Jornal A Tarde.
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