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Revista Eletrônica BOL - Edição nº 85 - 30 de agosto a 5 de setembro de 2009

Fonte: Esporte Clube Vitória

:: Tu Tens Grande História ::

Leão de volta às competições sul-americanas

Em 1997, o Vitória encarou equipes do Paraguai e da Argentina

Ana Cláudia Cupertino

O Vitória voltou a atuar numa competição internacional após 12 anos. O Rubro-Negro, que participou das edições de 1994 e 1997 da Copa Commebol, voltou a campo pela Copa Sul-Americana, e teve como primeiro adversário o Coritiba (PR). No sufoco, através da disputa de pênaltis, passamos pelos paranaenses e, agora, entramos "de verdade" na competição, quando passaremos a enfrentar os "hermanos" sul-americanos.

O primeiro desafio do Vitória após o difícil Coxa é o River Plate do Uruguai, clube pouco conhecido apesar de antigo e que, diga-se de passagem, apresentou um futebol bem fraquinho para se classificar diante do Blooming da Bolívia.

O Leão da Barra não enfrentou equipes estrangeiras em 1994, parando na primeira fase diante do Corinthians paulista. Em 1997, enfrentou os paraguaios do Sportivo Luqueño e os argentinos do Lanús.

Foram dois triunfos diante da equipe de Luque, um triunfo e uma derrota contra o time da cidade de Lanús, província de Buenos Aires. Com o resultado da partida na Argentina, o Leão se despediu da Commebol ainda na segunda fase.

"Guerra" em Luque

"Com o jogo suspenso aos 19 minutos do segundo tempo, devido a violência de torcedores paraguaios, que atiravam pedras no campo, o Vitória garantiu a classificação para a próxima fase da Copa Conmebol, ao golear na tarde de ontem o Sportivo Luqueño, no Paraguai, por 4x1. Foi uma exibição perfeita do time rubro-negro, com destaque para o lateral-direito Russo, que parecia inspirado pela convocação para a Seleção Brasileira ...". A narrativa do jornal A Tarde, no dia 04/09/1997, evidenciou o sufoco pelo qual passaram os rubro-negros no Paraguai.

Capa do caderno de esportes de A Tarde destaca classificação do Vitória.

Foi na base da garra. Apesar da vantagem obtida no jogo de ida - um 2x0 na Fonte Nova -, o Vitória não encontrou vida fácil na partida de volta, ocorrida no Estádio Feliciano Cáceres com péssimo gramado e arquibancadas lotadas de público dispensado do trabalho por ponto facultativo decretado pelo prefeito de Luque.

O primeiro gol do Leão aconteceu aos 38 minutos, numa cobrança de pênalti efetuada por Túlio. Os protestos pela marcação da penalidade máxima incluíram arremesso de pedras no árbitro assistente Evaristo Garcia, do Uruguai.

Aos 44 minutos, em cobrança de falta, Eliomar fez 2x0. Na saída da bola, o meia paraguaio Cáceres chutou Russo por trás e foi expulso. Logo em seguida, numa falha do zagueiro Moas, o Luqueño descontou no placar, com gol de Estigarribia.

O Vitória voltou tranquilo para o segundo tempo e esteve a pique de marcar com Evando, que havia substituído Túlio, por duas vezes. Aos 7 minutos, Preto fez o terceiro, com belo chute no ângulo do gol defendido por Masi. Vitória 3x1.

O centroavante Saulo ampliou para 4x1, aos 16 minutos, escorando de cabeça uma cobrança de escanteio do meia Gil Baiano. A partir daí, a "guerra" começou. O goleiro Zé Carlos recebeu uma pedrada na cabeça e caiu. As pedradas se multiplicaram e o juiz argentino Oscar Sequera foi obrigado a encerrar a partida.

O Vitória avançou para a segunda fase da Copa Commebol, quando enfrentou o Lanús da Argentina.

Sportivo Luqueño 1x4 Vitória

03/09/1997

Sportivo Luqueño: Masi, Escobar(Candia), Acosta, Ayala e Villamayor; Martinez, Estigarribia, Mez(Esteche) e Cárceres; Cano e Duarte. Técnico: Raul Vicente Amarilla.

Vitória: Zé Carlos, Russo, Flávio, Moas e Eliomar; Hélcio, Preto, Ueslei e Gil Baiano; Saulo(Eron) e Túlio(Evando). Técnico: Evaristo de Macedo.

Local: Estádio Feliciano Cáceres (Luque-Paraguai).

Gols: Túlio, Eliomar, Preto e Saulo para o Vitória, Etigarribia para o Luqueño.

Cartão Vermelho: Cáceres(Luqueño).

Cartões Amarelos: Duarte, Cano e Escobar(Luqueño), Ueslei e Eliomar(Vitória).

Renda: R$ 24.075,00 (48 milhões e 15 mil guaranis).

Público: 4.489 pagantes.

Arbitragem: Oscar Sequera(Argentina), Mario Pascualino(Argentina) e Evaristo Garcia(Uruguai).

Ana Cláudia Cupertino

Arquivista, pós-graduanda em Arte e Patrimônio Cultural.

Pesquisa: Jornal A Tarde.

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