A Revista Eletrônica Barradão On Line é um veículo independente, com edições publicadas semanalmente, sobre o Esporte Clube Vitória - Salvador - Bahia - Brasil

Desde 1999

Revista aí!

»Expediente

»Edições Anteriores

Revista Eletrônica BOL - Edição nº 21 - 1 a 7 de junho de 2008

Fonte: Correio da Bahia

:: Tu Tens Grande História ::

Vitória e Santos inauguraram o Barradão

Equipe santista foi a escolhida para participar da festa rubro-negra em sua nova casa

Luciano Santos

O Vitória enfrenta o Santos (SP), no próximo domingo, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro de 2008. Adversário difícil para o Rubro-Negro. Na história do Manoel Barradas, foram três triunfos do Leão, contra duas vitórias do Peixe, e mais dois empates.

Dos confrontos diante do Santos na "era Fonte Nova", o 2x2, em 1993, foi importante na classificação rubro-negra para a final do Brasileiro. No Barradão, dois jogos podem ser considerados inesquecíveis: o 4x0 aplicado pelo Vitória em 29/10/1995, com gols de Paulinho Kobayashi (2), Adoílson e Cleison, e o 1x1, que inaugurou a casa do Leão da Barra, em 11/11/1986.

Em semana de eleição na Bahia, a partida Vitória x Santos foi explorada politicamente pelo partido de situação, que em muito contribuiu para a consolidação do sonho histórico da família rubro-negra em ter seu próprio estádio.

Inauguração foi destaque nos jornais em 11/11/86   (Fonte: Jornal A Tarde).

A partida aconteceu numa terça-feira à tarde, com o estádio ainda necessitando de obras complementares para comportar uma partida oficial. Mas tudo foi deixado de lado, pois o que importava era inaugurar o Barradão.

Na platéia, além de aproximadamente 20.000 torcedores rubro-negros, muitos políticos rodeavam o deputado estadual José Rocha, presidente do clube. Além de Zé Rocha, rubro-negros como Manoel Barradas, sogro do governador João Durval que emprestou seu nome à praça esportiva, Nilton Sampaio, Beto Silveira, Lev Smarcevscki, Pedro Godinho, Alfredo Venet Lima, Manoel de Souza Lima, Dilson de Oliveira, Humberto Dias dos Santos, José Ventura dos Santos, Reinaldo Mauro de Oliveira, Roberto Watt, Euduvaldo Pinto, Moisés Wolfovitch e Reginaldo Fontes receberam aplausos do torcedor do Vitória, por todo empenho na construção do Estádio Barradão. O pontapé inicial do jogo foi dado pelo então presidente do Conselho Deliberativo do Vitória, Maneca Tanajura Filho.

O jogo

O Vitória vinha de uma partida diante do Flamengo pela Copa do Brasil (nome dado ao Campeonato Brasileiro da época). Foi derrotado por 1x0 dois dias antes, na Fonte Nova, pelo rubro-negro carioca, numa partida em que foi melhor durante os 90 minutos. Para o jogo diante dos santistas não contaria com o ídolo Bigu. Em compensação, fazia a estréia de três atletas: o zagueiro Figueroa, o lateral-esquerdo Felipe, e o atacante Duda, filho do bicampeão mundial Vavá.

O Santos trazia, em seu elenco, o atacante Dino como maior atração. Também conhecido como Raimundinho nos tempos de juniores do Bahia, Dino escreveria seu nome na história do Barradão, ao marcar o primeiro tento no santuário do Leão.

O atacante Duda não marcou gols, mas fez uma boa partida (Foto: Correio da Bahia).

A primeira oportunidade da partida foi santista. Aos 10 minutos, Mazinho chutou de fora da área para boa defesa de Borges. O ponta-esquerda Edu respondeu bem, assustando o goleiro Mano por duas vezes, aos 15 e aos 27 minutos. Aos 29, foi a vez de Heider desperdiçar boa oportunidade, concluindo para fora um cruzamento de Roberto Silva.

Aos 8 minutos do segundo tempo, Dino marcou o primeiro gol do Manoel Barradas, concluindo um lançamento do lateral Flávio. Tristeza para a torcida do Vitória, que continuou incentivando sua equipe, comandada pelas organizadas Falange Rubro-Negra e Leões da Fiel.

O técnico Abel modificou o time, fazendo entrar Edílson, Lula Baiano e Jésum nos lugares de Ataíde, Adilson e Pedro Haroldo. E o gol do empate surgiu nos pés de Jésum que, aos 16 minutos, fez boa jogada pela esquerda e passou para Edu bater forte em direção ao gol. A bola foi parar na mão de Flávio. Pênalti marcado pelo árbitro Paulo Celso Bandeira, cobrado e convertido pelo ponta-direita Heider.

O Rubro-Negro foi para cima, tentou o desempate, mas o placar foi mantido: Vitória 1x1 Santos. Tarde comemorada pelo torcedor do Leão, que realizava o sonho da "casa própria", inacessível, após 22 anos, a torcedores de outras agremiações. O Vitória, dirigido por Abel Braga, formou com Borges, Roberto Silva, Brasília, Gilmar (Figueroa) e Felipe; Ataíde (Edilson), Pedro Haroldo (Lula Baiano) e Adilson Heleno (Jésum); Heider, Duda (Dedei) e Edu.

Fonte: livro Barradão: alegria, emoção e Vitória.

 

:: Artigos ::

Desconstruindo o Barradão

nossos pontos fracos, os mais críticos são: conforto e transporte

Por Ricardo Azevedo

A caminhada apenas começou

nada que venha de fora poderá alterar a atitude e união deste grupo

Por Cláudio Mattos

Ser Leão é fácil

Faz muito bem à alma ver nas ruas e em cada jogo do Leão uma maciça presença de crianças

Por José Raimundo Silveira

E vamos que vamos!

 O Leão tem que começar desde já a pontuar sempre em casa

Por Renato Ribeiro

:: Túnel do Tempo ::

Vitória 2x2 Santos - 01/12/1993

 

 

 

Faça parte da comunidade do Barradão On Line no Orkut!

Barradão On Line - www.barradaoonline.com.br - Desde setembro de 1999