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Tu Tens Grande História ::
Vitória e Santos inauguraram o
Barradão
Equipe santista foi a
escolhida para participar da festa rubro-negra em sua nova casa
Luciano
Santos
O Vitória enfrenta o Santos (SP),
no próximo domingo, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro
de 2008. Adversário difícil para o Rubro-Negro. Na história do
Manoel Barradas, foram três triunfos do Leão, contra duas
vitórias do Peixe, e mais dois empates.
Dos confrontos diante do Santos na
"era Fonte Nova", o 2x2, em 1993, foi importante na
classificação rubro-negra para a final do Brasileiro. No
Barradão, dois jogos podem ser considerados inesquecíveis: o 4x0
aplicado pelo Vitória em 29/10/1995, com gols de Paulinho
Kobayashi (2), Adoílson e Cleison, e o 1x1, que inaugurou a casa
do Leão da Barra, em 11/11/1986.
Em semana de eleição na Bahia, a
partida Vitória x Santos foi explorada politicamente pelo
partido de situação, que em muito contribuiu para a consolidação
do sonho histórico da família rubro-negra em ter seu próprio
estádio.
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Inauguração foi destaque nos
jornais em 11/11/86 (Fonte: Jornal A Tarde).
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A partida aconteceu numa
terça-feira à tarde, com o estádio ainda necessitando de obras
complementares para comportar uma partida oficial. Mas tudo foi
deixado de lado, pois o que importava era inaugurar o Barradão. |
Na platéia, além de
aproximadamente 20.000 torcedores rubro-negros, muitos políticos
rodeavam o deputado estadual José Rocha, presidente do clube.
Além de Zé Rocha, rubro-negros como Manoel Barradas, sogro do
governador João Durval que emprestou seu nome à praça esportiva,
Nilton Sampaio, Beto Silveira, Lev Smarcevscki, Pedro Godinho,
Alfredo Venet Lima, Manoel de Souza Lima, Dilson de Oliveira,
Humberto Dias dos Santos, José Ventura dos Santos, Reinaldo
Mauro de Oliveira, Roberto Watt, Euduvaldo Pinto, Moisés
Wolfovitch e Reginaldo Fontes receberam aplausos do torcedor do
Vitória, por todo empenho na construção do Estádio Barradão. O
pontapé inicial do jogo foi dado pelo então presidente do
Conselho Deliberativo do Vitória, Maneca Tanajura Filho.
O jogo
O Vitória vinha de uma partida
diante do Flamengo pela Copa do Brasil (nome dado ao Campeonato
Brasileiro da época). Foi derrotado por 1x0 dois dias antes, na
Fonte Nova, pelo rubro-negro carioca, numa partida em que foi
melhor durante os 90 minutos. Para o jogo diante dos santistas
não contaria com o ídolo Bigu. Em compensação, fazia a estréia
de três atletas: o zagueiro Figueroa, o lateral-esquerdo Felipe,
e o atacante Duda, filho do bicampeão mundial Vavá.
O Santos trazia, em seu elenco, o
atacante Dino como maior atração. Também conhecido como
Raimundinho nos tempos de juniores do Bahia, Dino escreveria seu
nome na história do Barradão, ao marcar o primeiro tento no
santuário do Leão.
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O atacante Duda não marcou
gols, mas fez uma boa partida (Foto: Correio da Bahia).
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A primeira oportunidade da
partida foi santista. Aos 10 minutos, Mazinho chutou de
fora da área para boa defesa de Borges. O ponta-esquerda
Edu respondeu bem, assustando o goleiro Mano por duas
vezes, aos 15 e aos 27 minutos. Aos 29, foi a vez de
Heider desperdiçar boa oportunidade, concluindo para
fora um cruzamento de Roberto Silva. |
Aos 8 minutos do segundo tempo,
Dino marcou o primeiro gol do Manoel Barradas, concluindo um
lançamento do lateral Flávio. Tristeza para a torcida do
Vitória, que continuou incentivando sua equipe, comandada pelas
organizadas Falange Rubro-Negra e Leões da Fiel.
O técnico Abel modificou o time,
fazendo entrar Edílson, Lula Baiano e Jésum nos lugares de
Ataíde, Adilson e Pedro Haroldo. E o gol do empate surgiu nos
pés de Jésum que, aos 16 minutos, fez boa jogada pela esquerda e
passou para Edu bater forte em direção ao gol. A bola foi parar
na mão de Flávio. Pênalti marcado pelo árbitro Paulo Celso
Bandeira, cobrado e convertido pelo ponta-direita Heider.
O Rubro-Negro foi para cima,
tentou o desempate, mas o placar foi mantido: Vitória 1x1
Santos. Tarde comemorada pelo torcedor do Leão, que realizava o
sonho da "casa própria", inacessível, após 22 anos, a torcedores
de outras agremiações. O Vitória, dirigido por Abel Braga,
formou com Borges, Roberto Silva, Brasília, Gilmar (Figueroa) e
Felipe; Ataíde (Edilson), Pedro Haroldo (Lula Baiano) e Adilson
Heleno (Jésum); Heider, Duda (Dedei) e Edu.
Fonte: livro Barradão: alegria,
emoção e Vitória.
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