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Tu Tens Grande História ::
Organizadas brilham no Vitória desde
os anos 40
Da Batucada à Camisa 12,
passando pela Dragões da Fiel, torcidas sempre estiveram ao lado
do Leão
Luciano
Santos
A torcida do Vitória pode ser
considerada umas das precursoras do movimento de torcidas
organizadas no Brasil. O jornalista Fernando Protazio, autor da
revista histórica "Um Menino de 84 Anos", conta que "... muito
antes do aparecimento da Charanga do Flamengo, sob a batuta de
Jaime Carvalho, o Esporte Clube Vitória já animava as
competições que participava com a sua famosa Batucada, entoando
músicas próprias do clube ...". A Charanga flamenguista data de
1942 e é considerada uma das primeiras torcidas do futebol
brasileiro.
Depois da
Batucada, no início dos
anos 40, o Leão passou a contar com a orquestra de Britinho e
Seus Stukas na animação da torcida. Chegaram lideranças
individuais como Osvaldo Hugo Sacramento, o Barão de Mococoff,
que foi sucedido por Natal Silvani. Da década de 70 para cá,
Alvinho Barriga Mole e Rosicleide Aquino se alternaram no
"comando" da galera rubro-negra.
Em 1976, o Vitória contava com a
torcida Vanguarda Rubro-Negra, liderada por José Manta, e que
tinha em Dona Carolina a líder da Ala Feminina. A Vanguarda foi
a primeira a encarnar o espírito atual das organizadas.
Acompanhava o clube no interior e tinha bandeiras e faixas
alusivas ao amor pelo Leão da Barra: "Com o Vitória onde ele
estiver", "Até que a morte nos separe".
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A Vanguarda levava suas
bandeiras com frases de apoio ao Vitória (Fonte:
História do Ba-Vi)
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Nos anos 70, os torcedores do
Vitória ainda lançaram mais algumas torcidas uniformizadas,
casos da Dragões da Fiel, do líder Valmiro, a Império
Rubro-Negro, que tinha Maneca Reis como presidente, a Leões da
Fiel em sua primeira formação, a Vibrotas, Vitoraça, entre
outras. |
A Dragões era formada por
rubro-negros de meia-idade e tinha as bandeiras mais bonitas da
Fonte Nova. Era um show à parte a entrada da torcida no anel
superior do Octávio Mangabeira e, principalmente em dias de
clássico, era alvo dos aplausos da torcida rubro-negra não
uniformizada.
A Império tinha em sua formação
jovens de classe média-alta da Pituba, muitos instrumentos de
percussão. Alternava sua localização, ficando no centro das
arquibancadas, em frente à tribuna de honra, em jogos decisivos
que não fossem contra o maior rival, ou na arquibancada
inferior, atrás do alambrado no fundo do gol "da ladeira".
A Torcida Leões da Fiel, oriunda
do Rio Vermelho em sua primeira formação, tinha Cláudio Mattos,
colunista da Revista do BOL, como um dos seus líderes. Era uma
das maiores torcidas e uma das mais animadas. Também alternava
sua localização na Fonte Nova, mas ficava mais na parte
superior.
A Vitoraça, até a chegada da
Torcida Os Imbatíveis, pode ser considerada a mais animada
uniformizada do clube. Era composta por pessoas de todos os
bairros e classes sociais, e responsável pela "muvuca" e
incentivo que saiam das arquibancadas inferiores, ao lado das
cadeiras. Era a Vitoraça que organizava protestos no estádio,
pedia a saída de um ou outro jogador de campo, e,
principalmente, incentivava o clube. Foi da torcida que surgiu o
grito "Neeegooo", até hoje utilizado pela massa rubro-negra.
Anos 80 com Falange e Leões da
Fiel
Na década de 80, surgiram a
Vitochopp, Vitomassa, Viscão, Garra de Leão, Falange
Rubro-Negra, Barradão e a Leões da Fiel, recriada por Carlinhos
da Fiel. As últimas três surgiram na Fonte Nova e estavam vivas
na inauguração do Estádio Manoel Barradas.
A Falange Rubro-Negra, criada por
Guga, Niltinho e Luciano (os dois últimos da Revista do BOL),
brilhou nas arquibancadas entre 1984 e 1988. Dividiu, em 1985, o
prêmio de melhor torcida do Estado com a Bamor, do rival Bahia,
numa premiação oferecida pela Federação Bahiana de Futebol. Os
laços de cordialidade existentes à época permitiram, inclusive,
que Falange e Bamor fizessem a preliminar de
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Aniversário da Fúria
Rubro-Negra em 2002 (Foto: Luciano Santos)
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um Ba-Vi na Fonte
Nova. O resultado não poderia ser outro: Falange Rubro-Negra
3x0.
A Leões da Fiel foi, sem dúvidas,
a maior torcida rubro-negra nas décadas de 80 e 90. O líder
Carlinhos, incansável na direção da Torcida, deu projeção
internacional à Leões, estando presente |
em duas Copas do Mundo com faixa e
bandeiras.
Surge a Torcida Os Imbatíveis
Em 1992, a Torcida Jovem foi
fundada e, um ano depois, foi destaque na campanha do Vitória no
Campeonato Brasileiro. Já na fase de utilização plena do
Barradão, ganhou companhia das organizadas Xavante, Mancha
Rubro-Negra, Viloucura, União Rubro-Negra, Rei Leão, 12°
Comando, Fúria, Leão de Raça, Máfia e Comando Vermelho e Preto.
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No ano de 1997, surgiu a Torcida
Uniformizada Os Imbatíveis, oriunda da Torcida Jovem. A
TUI, como passou a ser conhecida, se tornou a maior
torcida organizada de todos os tempos, tanto em tamanho,
quanto em vibração e organização.
A diretoria do Vitória
restringiu, em 2003, o
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Torcida Os Imbatíveis no
Barradão (Foto: Luciano Santos) |
apoio, com ingressos subsidiados,
a apenas quatro torcidas: TUI, Leões da Fiel, Comando Vermelho e
Preto e a Jovem Rubro-Negro, dissidência da Viloucura que se
uniu à Mancha Rubro-Negra. A Viloucura, assim como os Grupos de
Elite e Amigos do Leão, permaneceram atuantes e independentes
dos subsídios.
Após cinco anos sem movimentações,
as torcidas do Vitória voltam a agitar o Barradão. Neste sábado,
24/5, foi lançada a mais nova torcida do Leão, a Camisa 12, que
une a Jovem Rubro-Negro e a lendária Leões da Fiel. A nova
torcida ocupará o local antes destinado à Leões da Fiel, no
fundo do gol da concentração. A TUI continuará no fundo do gol
da ladeira, enquanto Comando e Viloucura ficam à esquerda e
direita das cadeiras cativas, respectivamente.
Fonte: livro Barradão: alegria,
emoção e Vitória.
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