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Tu Tens Grande História ::
Um Bi com Adoílson e cia.
Vitória em cima do Poções deu o quarto Bi
ao Leão
Luciano
Santos
O
Campeonato Baiano de 2008 chega à última rodada da fase final
indefinido. Todas as quatro equipes têm chances de obter o
título estadual neste domingo, 4/5. O maior favorito é o Vitória
da Conquista, que só depende dos próprios esforços - vencer o
Bahia -, para conquistar o Troféu Lourival Dias Lima Filho, uma
homenagem da FBF ao ex-árbitro, falecido no último mês de março.
O Vitória não
depende só de si para levar o título. Precisa vencer o Itabuna e
torcer por um empate entre o rival e o Conquista. Se levar o
caneco para a Toca, o Rubro-Negro estará conquistando seu sétimo
bicampeonato baiano. Já obteve a façanha em 1908/09 (futebol
amador), 1964/65, 1989/90, 1995/96, 1999/2000 e 2002/03.
O Bi de 1996 foi
um dos mais importantes, pois marcou o início de uma hegemonia
que permanece no futebol baiano, apesar dos tropeços ocasionais.
A geração Adoílson, Bebeto, Ney e Ramon fez história, fazendo
florescer uma geração vitoriosa.
Foram 29 jogos,
com 16 triunfos, 8 empates e 5 derrotas, com 65 gols pró e 30
contra. O Leão jogou 5 vezes com o maior rival, vencendo duas
vezes e empatando duas outras, com destaque para a goleada de
5x2 aplicada no Manoel Barradas. Adoílson foi o artilheiro do
Baianão 1996, com 14 gols marcados.
O Leão manteve a
base do ano anterior, reforçando a equipe com dois atacantes que
fariam história no clube. Agnaldo Capacete e Batistinha, este
último herói da partida final.
Não foi necessária
a disputa final. O Vitória venceu o primeiro turno em cima do
Conquista, com empate de 0x0, no Lomanto Júnior, e triunfo de
6x1, no Barradão. No segundo turno, perdeu a primeira decisiva
para o Poções por 2x1, no Heraldo Curvelo, e conquistou a etapa
e o Campeonato, no Barradão, com um triunfo de 2x0.
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O
jogo
O Poções jogava pelo
empate para ficar com o título do segundo turno,
forçando mais dois jogos contra o Vitória, que havia
obtido o primeiro turno. Praticamente 30.000
rubro-negros foram ao Barradão e não saíram
decepcionados. Muito pelo contrário, vibraram com os
gols de
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"Vitória ganha o bicampeonato com
facilidade", noticiou A Tarde no dia seguinte à
conquista.
(Foto: A Tarde)
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Batistinha,
que deram o Bi Estadual para o Leão da Barra.
A equipe do sudoeste desprezou a
vantagem e partiu para cima do Rubro-Negro. A tarde/noite, no
entanto, era de Batistinha. Aos 9 minutos, após tentativa de
Adoílson, numa "bicicleta", o atacante fez, de cabeça, Vitória
1x0 Poções.
Enquanto o Poções continuava
apertando no setor ofensivo, o Vitória tentava em jogadas de
contra-ataque. Num destes, Adoílson acertou a trave do goleiro
Téo.
Aos 36 minutos, Adoílson - sempre
ele - avançou pela ponta direita e cruzou na medida para
Batistinha que, aproveitando uma falha da zaga do Poções, fez
mais um de cabeça: Vitória 2x0 Poções. Festa no Barradão.
O técnico Edinho Nazareth reforçou
o Rubro-Negro para a segunda etapa, colocando o zagueiro Flávio
em campo. O Poções não conseguiu manter o ritmo forte da
primeira etapa, enquanto o Vitória ainda teve, pelo menos, duas
boas chances para ampliar.
Com o apito final de Rosalvo Mota,
as comemorações tiveram início no gramado e nas arquibancadas do
Estádio Manoel Barradas: Vitória - Bicampeão Baiano 1995/1996.
O Leão contou com a seguinte
formação na final: Michel, Jailson (Flávio), Reinaldo, Émerson e
Giuliano (Eliomar); Ney Santos, Bebeto, Renato Nascimento e
Adoílson; Agnaldo e Batistinha (Kléber).
Como coincidência em relação à
partida final de 2008, o fato de ter atuado com dois laterais
improvisados. Jailson era originariamente atacante, enquanto
Giuliano jogava como meia.
Pesquisa: Jornal A Tarde e livro
Barradão: alegria, emoção e Vitória.
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