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Revista Eletrônica Barradão On Line é um veículo independente, com
edições publicadas semanalmente, sobre o Esporte Clube Vitória -
Salvador - Bahia - Brasil
Revista Eletrônica BOL - Edição nº 15 - 20 a 26 de abril
de 2008
Fonte: Arquivo BOL
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O Reizinho da Toca ::
Craque que incomoda e muito
Tricolores
sempre temeram a habilidade do ídolo rubro-negro Ramon
Francisco Ribeiro
Até quando não deixava o seu gol num BaVi, Ramon era motivo
de preocupação entre os tricolores. No clássico do dia 11 de
junho de 95, o Vitória bateu o rival com uma pintura de gol do
meia Adoílson. Ramon foi “caçado” durante toda a partida pelo
frente de zaga, Souza, do Bahia e os dois acabaram expulsos.
Tudo o que os tricolores queriam. Mas de nada adiantou: Vitória
1 a 0.
Cansado de apanhar em campo, com a conivência do trio de
arbitragem, Ramonzinho mostrou que não estava para brincadeira e
deixou de lado seu estilo tranqüilo em campo. Ao final da
primeira etapa, deu um tapa no meia tricolor Souza. A confusão
foi armada dentro e fora de campo e o craque, sangrando, deixou
o gramado do Barradão para os vestiários.
Os dois voltaram a se estranhar no segundo tempo. Após
falta marcada para o rival, Ramon puxou Souza, que respondeu a
provocação com uma bolada na cabeça do craque. Os dois logo
foram expulsos. Lucro para o Bahia, que se livrou das cobranças
de falta perfeitas e os passes precisos do “carrasco”.
Mesmo sem o impetuoso Souza em campo, o clima continuou
pesado no gramado do Barradão. A porradaria tricolor passou a
ser comandada pelo “cabo” Lima, que não media conversa e
distribuía carrinhos para todos os lados.
Humilhação
Com muito mais qualidade em campo, o Vitória respondia com
jogadas de efeito do meia Adoílson e o atacante Wilson, o que
irritava ainda mais os rivais. Acabou sobrando para o tricolor
Rodrigo, que deu uma cotovelada no rosto do zagueiro do Vitória,
Flávio Tanajura. Mais um que foi cedo para o chuveiro.
“Mais uma vez o torcedor do Bahia sai envergonhado,
humilhado. É o sexto BaVi do ano, a quinta vitória rubro-negra e
o Bahia só empatou um Deus sabe como”, comentava Juraci Santos,
narrador da TV Itapoan. Ao fundo os gritos de “olé” da torcida
do Vitória. Eram tempos difíceis pelas redondezas do Fazendão.
Já no final da partida, finalmente Lima foi expulso, após
falta violenta. O Bahia tinha apenas oito jogadores em campo e
foi salvo pelo apito final. “A superioridade do Vitória é
visível, é de cabo a rabo. O Vitória vai ganhar o campeonato sem
o menor esforço. A garotada do Vitória dando olé. Humilhação. O
torcedor do Bahia deixa o estádio humilhado”, resumia Santos o
que toda a Bahia já sabia. Não deu outra: Vitória campeão do
primeiro turno e, mais tarde, do Baianão 95.
Pituaçu é rubro-negro e de Ramon!
Eram apenas oito minutos de jogo, no BaVi do dia 2 de abril
de 95. Numa troca rápida de passes entre Adoílson e Wilson, a
bola sobrou para Ramon, na área do Bahia.
Como estar frente a frente com o goleiro Jean, em meados de
95, era quase certeza de gol, o craque rubro-negro teve que ser
derrubado pelo meia Lima: pênalti.
Para maioria rubro-negra nas arquibancadas do estádio
Metropolitano de Pituaçu o gol era certo. E não deu outra.
Ramonzinho bateu ao seu estilo, colocado, no canto direito:
Vitória 1 a 0.
Aquele foi o décimo gol de Ramon no Baianão 95. O atacante
Dão também balançou o cordão tricolor e definiu o placar do
clássico em 2 a 0, diante de 18.418 torcedores, maioria
rubro-negra. Givanildo treinava o rival, Pequinho Chamusca o
Vitória.
Vídeos
postados no site Youtube pelo rubro-negro Jônatas.