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Revista Eletrônica Barradão On Line é um veículo independente, com
edições publicadas semanalmente, sobre o Esporte Clube Vitória -
Salvador - Bahia - Brasil
Revista Eletrônica BOL - Edição nº 15 - 20 a 26 de abril
de 2008
Fonte: Arquivo BOL
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O Reizinho da Toca ::
É nele que apostamos!
Se o
craque voltar a fazer o que já fez em BaVis o bicho vai pegar
Francisco Ribeiro
Ele se tornou um dos maiores ídolos do Vitória depois de
conquistar a torcida rubro-negra em meados dos anos 90. Atuou
pelo Leão nas temporadas de 94 e 95 e marcou nada menos que 53
gols em 90 jogos.
No ano em que se despediu do clube foi o artilheiro do
Estadual com 25 gols. É o segundo maior artilheiro do Baianão
pelo Vitória. Perde apenas para Índio, que marcou 26 gols em
2007.
Ramon deixou sua marca na Toca do Leão com perfeitas
cobranças de falta e os oito gols que marcou sobre o Bahia em 16
importantes clássicos. Não importava o palco – fosse no Barradão
ou em Pituaçu – a galera rubro-negra voltava feliz para casa.
Treze anos
mais experiente, depois de passar por clubes como Bayer
Leverkusen (Alemanha), Vasco, Atlético Paranaense e Mineiro,
Fluminense e Botafogo, Ramon Menezes, que já foi o “Ramonzinho”
volta a ser uma das apostas dos torcedores do Vitória para os
clássicos decisivos do quadrangular final do Baianão 2008.
E se vale
como inspiração, motivação ou apenas para atrair boas energias
nesta semana decisiva, nada melhor do que relembrar, assistindo
a videotapes da época, o que o artilheiro rubro-negro é capaz de
fazer em dia de clássico.
Desde que
voltou para o Leão, Ramon já marcou três gols, sendo dois pelo
Baianão e um pela Copa do Brasil. Vem jogando com vontade, sem
deixar a habilidade de lado ao colocar os companheiros na cara
do gol. Está mostrando que continua com fôlego para voltar a
balançar as redes do rival.
“Esse garoto é uma escopeta”
Foi numa cobrança de falta perfeita que Ramon abriu o
placar da goleada de 4 a 1 sobre o Bahia, no dia 14 de maio de
95, no Barradão – palco do primeiro BaVi do quadrangular
decisivo de 2008, no dia 20. Ele mesmo sofreu a falta, após
receber a bola do atacante Dão (aquele que não tinha perdão) e
dar o drible no volante Souza, na entrada da área.
Mesmo em plena forma, o goleiro Jean – que depois defendeu
as cores do Vitória – não teve chances na bola colocada, com
maestria, no cantinho esquerdo. O artilheiro rubro-negro
aproveitou para dedicar o feito para todas as mães de Salvador.
Para a sua também, claro.
“Ramon, esse garoto é uma escopeta” estava escrito no
cartaz feito por torcedores do Vitória. Era um dos jargões que o
radialista Silvio Mendes, da Rádio Sociedade da Bahia, utilizava
naquele ano para descrever a maneira como Ramon “fuzilava” a
meta rival.
Depois de ser atingido por um objeto arremessado pela
torcida do Bahia, e receber o atendimento médico, o meia
Adoílson – que também figura entre os maiores craques da
história do Leão – deixou claro a confiança que tinha na
superioridade do Vitória. “Eles não vão ganhar não, não vão
ganhar”.
E o Bahia não só não ganhou como levou um verdadeiro “sacode”
no Barradão. Depois de empatarem o jogo, numa cobrança de
pênalti convertida pelo “cabo” Lima, os tricolores viram, logo
depois, o zagueiro Flávio Tanajura marcar de cabeça o segundo
gol do Vitória.
O beque rubro-negro contou até com a ajuda da zaga
tricolor. Naqueles tempos, quando as coisas não davam certo na
bola, acabavam dando na sorte. Na seqüência foi a vez de mais um
golaço do jovem craque Ramon.
Numa grande jogada de Adoílson pela esquerda, ele mandou
uma cabeçada perfeita, no contrapé de Jean. “Com alma coração e
talento, numa cabeçada inapelável, no belo cruzamento de
Adoílson, três Vitória um Bahia, dez é o número da fera, o
carrasco tricolor!! Ramon não perdoa, marca!!”, narrava Juraci
Santos, da TV Itapoan.
Ao aproveitar a assistência “com açúcar” do atacante
Wilson, Adoílson ainda soltou uma bomba pra fechar mais uma
goleada na história dos BaVis do Barradão: 4 a 1 neles!
Vídeos
postados no site Youtube pelo rubro-negro Jônatas.