A Revista Eletrônica Barradão On Line é um veículo independente, com edições publicadas semanalmente, sobre o Esporte Clube Vitória - Salvador - Bahia - Brasil

Desde 1999

Revista aí!

»Blogs

»Expediente

»Edições Anteriores

»Enquetes

Revista Eletrônica BOL - Edição nº 115 - 25 de abril a 01 de maio de 2010

Fotos: Acervo pessoal de Carlos Augusto Santana

:: Entrevista ::

Carlos Augusto - Grupo de Aracaju

"Hoje, fico orgulhoso, pois muitos não sabem nem o meu nome e me chamam de VITÓRIA!"

Tiago Ferreira Bittencourt

Pela proximidade com Salvador, pouco mais de 300 quilômetros de distância, Aracaju reúne um grande número de baianos e torcedores do Vitória. Foi percebendo isso que Carlos Augusto de Santana e mais um grupo de amigos criaram o Grupo de Aracaju, denominação que terminou ganhando a trupe rubro-negra.

Carlos Augusto

Mesmo morando há 22 anos na capital sergipana, Carlos Augusto e os outros integrantes mantêm as raízes baianas. Os parentes em Salvador são sempre visitados, tendo como estímulo os jogos do Leão. É quando a paixão pela família e pelo clube do coração se divide e a galera vem assistir aos jogos no Barradão. 

Carlos Augusto, que também cônsul do Vitória em Aracaju, conversou com o Barradão On Line. Confira:

Barradão On Line: Quanto tempo você mora em Aracaju?

Carlos Augusto: Há 22 anos.

BOL: Quando e como surgiu o Grupo de Aracaju?

Carlos Augusto: Começou com um grupo de amigos num bar chamado Última Sessão. Nos reuníamos em todos os jogos. Inclusive, compramos a Brasil Sat 3 para assistirmos aos jogos do Baianão. Do ano passado pra cá, começamos a nos afastar do estabelecimento devido ao fraco atendimento e de alguns desentendimentos com nossos torcedores. Graças a Deus, nada grave, mas vocês sabem, né? Cerveja, alegria, tristeza, amor ao clube, e foram acontecendo fatos que nos afastaram. Mas, estamos de olho em outro espaço que o dono é Vitória.

BOL: Quais as maiores dificuldades de reunir torcedores do Vitória na capital sergipana?

Carlos Augusto: Exatamente esse acima. Os donos de bares aqui, pelo menos na sua maioria, são fracos administradores e não sabem atender clientes e ver suas necessidades. Falta também alguém de visão que entenda que Sergipe, hoje, é uma extensão da Bahia, pois vivem milhares de baianos que, como eu, só torcem pelo time de sua terra. Aliado a isso, ainda tem o fator bairrismo, que aqui é ridículo. Para se ter uma ideia, a imprensa daqui as vezes nem os resultados dos nossos jogos dá.

BOL: Em média, quantas pessoas se reúnem para assistir aos jogos?

Carlos Augusto: Como não nos definimos como torcida organizada, e sim como grupo, não fazemos esses levantamentos. Mas, como me elegeram presidente honorário do Grupo, tenho cadastrado pelo menos umas 30 pessoas. E outros que vejo às vezes.

BOL: O Grupo tem uma diretoria definida?

Carlos Augusto: Não. Como falei, não somos uma organizada, porém temos membros fundadores: Eu, Théo, Bruno Botelho, Marivaldo, Raquel, Charles, Geovane, Poliana, Luiz (Índio) e esposa, Luís (Lula), Robson, Ulisses. Mas, temos ainda o Denilson, Júnior, Edvan, Vinícius, Luís Joacy, Marcão, André, Augusto, Fernandez e esposa, Roque, Rogério, Rinaldo, Ricardo I e II, Raimundo, Paulinho, Almir I e II, padre (não é apelido, não), Nilson Braz (ex-jogador, tio do atacante Marcelo Ramos), Newton Acarajé, Marcelo, Manuela, Malva, Gabriel, Fernando. Bom, esses são alguns dos que lembro. No entanto, temos milhares de leoninos e leoninas aqui.

BOL: Vocês possuem materiais como faixas, bandeiras e camisas?

Carlos Augusto: Na verdade, fizemos uma camisa simples. Com os nomes, o escudo e um verso do hino antigo: “Procura mostrar todo seu poder”. Temos bandeiras do clube sem nenhuma referência a nosso Grupo. E faixas. Uma com dois escudos e escrito: “Grupo de Aracaju, a verdadeira identidade. Tem uma que tremula sempre no Barradas, que é levada por meus irmãos. Fica n’Os Imbatíveis. Uma branca com os dizeres: “Orgulho do Nordeste”. É fácil identificar.

BOL: Saberia dizer em quantos os jogos o Grupo de Aracaju marcou presença no estádio?

Carlos Augusto: Como temos parentes em Salvador e redondezas, nem sempre descemos em caravana. Todos querem ver seus parentes. Aí fica difícil irmos juntos e nos encontrarmos no Barradas. Geralmente, o campo está cheio e nos reunimos em Grupos. Tipo quatro a cinco em cada lugar diferente. Na última final (Vitória 2x2 Bahia, 2009), estávamos eu, Robson, Edvan e Théo em um canto. Tomando aquele aguaceiro que, confesso, lavou minha alma! E tinham outros em outros pontos. Fomos a Coruripe com três carros, a Recife. E aí no Barradas é difícil contar. Eu, particularmente, vou no Baiano umas duas a três vezes. No Brasileiro, eu costumo ir entre quatro e cinco. Depende da situação. Vi o time ser rebaixado pra 2ª e 3ª Divisão e fiz questão de vê-lo subir. Fui contra Ferroviário (para a 2ª), CRB e Remo (para a 1ª). Fora aos grandes jogos que presenciei.

BOL: Qual o jogo mais marcante para a torcida?

Carlos Augusto: É unanimidade que foi aquele 5x4 contra o Vasco. Além do VIba final do ano passado.

BOL: Vocês já passaram por algum problema como torcida adversárias?

Carlos Augusto: Já, mas coisas bobas que resolvemos com conversa.

Grupo de Aracaju reunido para assistir mais um jogo do Leão.

BOL: Já conseguiram converter sergipanos como torcedores do Vitória?

Carlos Augusto: Converter é uma palavra forte. Conseguimos ter a simpatia de muitos. Até porque, não só eu pelos meus 22 anos e por conhecer quase todo mundo, mas pelos outros membros (baianos que somos), sabemos entrar e sair de qualquer lugar. Isso facilita muito. Conseguimos que muitos sejam simpatizantes e até que torçam pelo Vitória, porém eles ainda têm os times do Rio-São Paulo como parâmetro, até pela falta do nosso tão esperado título nacional.

BOL: Quais os próximos jogos que vocês virão assistir no Barradão?

Carlos Augusto: Pretendemos fazer dobradinha. Dia 2, o TETRA contra o “finado”, e contra o “Flamídia”, dia 16 de maio.

BOL: O Grupo costuma se reunir em ocasiões fora dos dias de jogos?

Carlos Augusto: De vez em quando. Inclusive realizamos uma feijoada no ano passado.

BOL: Quais sugestões de ações que contemplem torcedores rubro-negros fora de Salvador você pode dar?

Carlos Augusto: Que esse projeto do cônsul tenha uma dinâmica maior, pois quem se propôs a fazer parte não está interessado em dinheiro ou aparecer, apenas quer ajudar o clube do seu coração, clube que aprendi a amar com meu saudoso pai, José Augusto, e que já consegui fazer meu filho Vitor Cauê a amar também. Gostaria que nos fosse dada uma carteira para identificação e que pudéssemos indicar meninos para testes, mesmo que os mesmos não fossem aprovados, estaríamos projetando o nome do nosso Leão.

BOL: Quais os contatos para quem quer fazer parte do Grupo de Aracaju?

Carlos Augusto: Carlos Augusto, 79 8812-8147; Théo, 79 99491485 e 99961829; Luís (Lula), 79 88311544 e 32595512; Luiz (Índio), 79 99789527 e 32437407; Geovane, 79 99961549 e 32232957; Fernandez, 79 88556437 e 81248792. Robson está em Salvador, mas vai sempre fazer parte de nosso Grupo (91461870). Agradeço a atenção e quero fazer uma breve observação: quando aqui cheguei, ninguém sabia distinguir o nosso manto do do “Flamídia”. Hoje, fico orgulhoso, pois muitos não sabem nem o meu nome e me chamam de VITÓRIA! Isso me dá mais força pra estar sempre levando o nome do nosso Leão aonde quer que esteja. Tenho 15 camisas do Vitória e só não as visto quando não é apropriado. No mais, estou sempre com uma camisa, short ou algo que me identifique.

“E SOLTA O LEÃO, PESSOAL DO BARRADÃO!”.

Por Tiago Ferreira Bittencourt, em 23/04/10.

-

:: Artigos ::

Verdades imutáveis

Caso dê zebra, será decretado feriado de uma semana em Salvador

Por José Raimundo Silveira

Vitória x Goiás (da lama aos gols)

dá pra ver claramente a calma e frieza do atacante rubro-negro

Por Ricardo Cury

O Vitória está pronto para as decisões

temos a hegemonia, somos os únicos da Bahia na Série A do Brasileirão

Por Cesar Senna

Faça parte da comunidade do Barradão On Line no Orkut!

Acompanhe o Barradão On Line no Twitter!

 

Barradão On Line - www.barradaoonline.com.br - Desde setembro de 1999