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Revista Eletrônica BOL - Edição nº 20 - 25 a 31 de maio de 2008

Fonte: Acervo Ricardo Cury

:: Entrevista ::

Ricardo Cury e o "Para Colorir"

Torcedor rubro-negro lança livro de crônicas

Luciano Santos


Ricardo Cury, 29 anos, ex-baterista da banda "brincando de deus", deu um tempo na música e está trabalhando em cima da sua mais recente obra: o livro "Para Colorir". Uma coletânea de crônicas - a maioria extraída de seu blog Eu Tava Aqui Pensando ou Blá Blá Blá - que inclui temas como o rock´n roll e o futebol, especialmente sobre o clube do coração, o Vitória. Cury é o mais novo reforço da Revista da Metrópole, e estará breve "colorindo" a Revista do BOL com suas estórias. Confira um pouco do trabalho do escritor rubro-negro:

Barradão On Line: Como surgiu a idéia do livro "Para Colorir"?

Ricardo Cury: Em 2005 comecei a escrever um blog. Em 2007, 120 crônicas estavam escritas. Selecionei algumas e coloquei em uma ordem que narra uma história, apesar das crônicas serem independentes umas das outras. Começa com uma crônica do dia que ganho minha primeira bateria e termina quando saio do meu último projeto musical e resolvo fazer o livro.
 
BOL: E a repercussão do lançamento no último mês de março?

Ricardo: A repercussão foi e está sendo interessante. Os amigos dos meus amigos estão procurando o livro, assim como jornalistas, desde blogs independente até grandes jornais, como foi o caso de uma resenha sobre o livro publicada na segunda feira, dia 12/05, na Folha de São Paulo.

Capa do livro Para Colorir, de Ricardo Cury (Fonte: BOL).

BOL: As crônicas do livro são intimamente ligadas à música. Conte-nos um pouco da sua carreira musical e se pretende voltar a tocar numa banda.

Ricardo: Toquei bateria em diversas bandas de rock. Algumas mais representativas que outras, como a brincando de deus. Toquei muito em Salvador e fora dela, como São Paulo, Rio, Minas Gerais, Goiás, Sergipe, Pernambuco e interior da Bahia. Hoje estou


concentrado no livro. Tocar, por enquanto, está fora de questão.

 

BOL: O livro Para Colorir apresenta, de forma bem-humorada, três crônicas sobre o Vitória, seu clube do coração. Como tem sido a reação dos torcedores do Leão e do rival Bahia com as suas "estórias rubro-negras"?

Ricardo: Os dois reagem de forma adversas, mas os amigos tricolores com um pouco mais de crítica. Mas nas crônicas que falo do futebol, tento não abusar muito dos torcedores do Bahia. Eles já sofrem com o time por si só, aí dou uma aliviada...
 
BOL: E a relação com o Vitória, como surgiu? Você freqüenta o Barradão com assiduidade?

Ricardo: Meu pai quando criança morava em Vitória da Conquista e lá, na época, só noticiava sobre campeonato carioca. Meu pai então virou flamenguista e quando veio para Salvador viu em um jogo que foi que as cores do Vitória eram as mesmas do Flamengo, virou Vitória. E assim, desde pequeno que vou aos jogos. Ano passado fui a quase todos da série B. Esse ano, no baiano, só fui nas finais. Gosto de ir a estádios. Me divirto.
 
BOL: Como encarou o duplo rebaixamento e a volta à Série A?

Ricardo: Pra série B não liguei muito. Pra série C foi pior, ainda mais sendo daquela forma, último minuto, o Bahia indo também, toda aquela mística... O que importa é a volta pra série A. Estava lá no último jogo, prestigiando Apodi.
 
BOL: E o desafio de escrever para a Revista da Metrópole. Como aconteceu o convite? Já fez sua estréia? Qual vai ser a sua abordagem por lá?

Ricardo: Provavelmente o texto sairá na próxima edição. Não será muito diferente do que faço nas minha crônicas. A diferença básica é que vou sair pra rua com um tema já pré-estabelecido pela editoria da revista, coisa que não faço nos meus textos. Mandei o livro, pois tenho usado ele como meu portifólio, e fiz os contatos. Acho que vai ser uma coisa interessante, assim como as crônicas para o blog do Barradão On Line.
 
BOL: Você está entrando na equipe do Barradão On Line e vai escrever um blog vinculado à Revista do BOL. Conte para o internauta que nos acompanha uma pouco das suas idéias para esse espaço virtual ...

Ricardo: Pretendo escrever sobre os jogos do Vitória que eu for assistir, contando as coisas que acontecem dentro dos gramados, nas arquibancadas e ao redor do campo, que é onde muito acontece. Espero fazer um Canal 100, só que com palavras.

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Para adquirir um exemplar do livro "Para Colorir", pode ser usado o serviço delivery, através do e-mail paracolorir@gmail.com. O preço para Salvador é R$30,00. Se for de fora de Salvador, o livro custa R$30,00 mais o frete. Também é possível encontrá-lo nas livrarias Tom do Saber (pirâmide no Rio Vermelho) e Midialouca (também no Rio Vermelho, na Fonte do Boi).

Entrevista concedida a Luciano Santos em 19/05/08.

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:: Entrevista ::

Ricardo Cury

Autor do livro "Para Colorir"

"O que importa é a volta pra série A. Estava lá no último jogo"

 

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