|
::
Entrevista ::
Ricardo Cury e o "Para Colorir"
Torcedor rubro-negro lança
livro de crônicas
Luciano Santos
Ricardo Cury, 29 anos, ex-baterista da banda "brincando de
deus", deu um tempo na música e está trabalhando em cima da sua
mais recente obra: o livro "Para Colorir". Uma coletânea de
crônicas - a maioria extraída de seu blog
Eu Tava Aqui Pensando ou Blá Blá Blá - que inclui temas como
o rock´n roll e o futebol, especialmente sobre o clube do
coração, o Vitória. Cury é o mais novo reforço da Revista da
Metrópole, e estará breve "colorindo" a Revista do BOL com suas
estórias. Confira um pouco do trabalho do escritor rubro-negro:
Barradão On Line: Como surgiu a idéia do livro "Para Colorir"?
Ricardo
Cury: Em 2005 comecei a escrever um blog. Em 2007, 120
crônicas estavam escritas. Selecionei algumas e coloquei em uma
ordem que narra uma história, apesar das crônicas serem
independentes umas das outras. Começa com uma crônica do dia que
ganho minha primeira bateria e termina quando saio do meu último
projeto musical e resolvo fazer o livro.
BOL: E a repercussão do lançamento no último mês de março?
Ricardo: A repercussão foi e está sendo interessante. Os
amigos dos meus amigos estão procurando o livro, assim como
jornalistas, desde blogs independente até grandes jornais, como
foi o caso de uma resenha sobre o livro publicada na segunda
feira, dia 12/05, na Folha de São Paulo.
|

Capa
do livro Para Colorir, de Ricardo Cury (Fonte: BOL). |
BOL: As crônicas do livro são intimamente ligadas à
música. Conte-nos um pouco da sua carreira musical e se
pretende voltar a tocar numa banda.
Ricardo: Toquei bateria em diversas bandas de
rock. Algumas mais representativas que outras, como a
brincando de deus. Toquei muito em Salvador e fora dela,
como São Paulo, Rio, Minas Gerais, Goiás, Sergipe,
Pernambuco e interior da Bahia. Hoje estou |
concentrado no livro. Tocar, por enquanto, está fora de questão.
BOL: O
livro Para Colorir apresenta, de forma bem-humorada, três
crônicas sobre o Vitória, seu clube do coração. Como tem sido a
reação dos torcedores do Leão e do rival Bahia com as suas
"estórias rubro-negras"?
Ricardo: Os dois reagem de forma adversas, mas os amigos
tricolores com um pouco mais de crítica. Mas nas crônicas que
falo do futebol, tento não abusar muito dos torcedores do Bahia.
Eles já sofrem com o time por si só, aí dou uma aliviada...
BOL: E a relação com o Vitória, como surgiu? Você freqüenta o
Barradão com assiduidade?
Ricardo: Meu pai quando criança morava em Vitória da
Conquista e lá, na época, só noticiava sobre campeonato carioca.
Meu pai então virou flamenguista e quando veio para Salvador viu
em um jogo que foi que as cores do Vitória eram as mesmas do
Flamengo, virou Vitória. E assim, desde pequeno que vou aos
jogos. Ano passado fui a quase todos da série B. Esse ano, no
baiano, só fui nas finais. Gosto de ir a estádios. Me divirto.
BOL: Como encarou o duplo rebaixamento e a volta à Série A?
Ricardo: Pra série B não liguei muito. Pra série C foi pior,
ainda mais sendo daquela forma, último minuto, o Bahia indo
também, toda aquela mística... O que importa é a volta pra série
A. Estava lá no último jogo, prestigiando Apodi.
BOL: E o desafio de escrever para a Revista da Metrópole.
Como aconteceu o convite? Já fez sua estréia? Qual vai ser a sua
abordagem por lá?
Ricardo: Provavelmente o texto sairá na próxima edição. Não
será muito diferente do que faço nas minha crônicas. A diferença
básica é que vou sair pra rua com um tema já pré-estabelecido
pela editoria da revista, coisa que não faço nos meus textos.
Mandei o livro, pois tenho usado ele como meu portifólio, e fiz
os contatos. Acho que vai ser uma coisa interessante, assim como
as crônicas para o blog do Barradão On Line.
BOL: Você está entrando na equipe do Barradão On Line e vai
escrever um blog vinculado à Revista do BOL. Conte para o
internauta que nos acompanha uma pouco das suas idéias para esse
espaço virtual ...
Ricardo: Pretendo escrever sobre os jogos do Vitória que eu
for assistir, contando as coisas que acontecem dentro dos
gramados, nas arquibancadas e ao redor do campo, que é onde
muito acontece. Espero fazer um Canal 100, só que com palavras.
-- ** --
Para
adquirir um exemplar do livro "Para Colorir", pode ser usado o
serviço delivery, através do e-mail
paracolorir@gmail.com.
O preço para Salvador é R$30,00. Se for de fora de Salvador, o
livro custa R$30,00 mais o frete. Também é possível encontrá-lo
nas livrarias Tom do Saber (pirâmide no Rio Vermelho) e
Midialouca (também no Rio Vermelho, na Fonte do Boi).
Entrevista concedida a Luciano Santos em
19/05/08.
- |