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“Eu sou um nome na História, eu sou
Vitória...”
Cesar Senna
Congratulações
aos todos os tetracampeões!
Esse hino, pra
mim, é muito forte. Esta estrofe se apresenta como uma grande
responsabilidade para todos que dirigem o E. C. Vitória, e para
todos nós torcedores, que levamos juntos o nobre centenário ao
cenário nacional.
Fomos mais uma
vez campeões baianos, a quarta consecutiva, e mantivemos
hegemonia na Boa Terra. Vencemos o primeiro jogo contra o Bahia
e perdemos o segundo jogo no Barradão. A vantagem conquistada no
primeiro jogo nos garantiu o título. Muito bem. Como todo
torcedor rubro-negro, vibrei bastante, mas fiquei com um nó na
garganta.
As leis
espiritualistas estão se mantendo. A lei de causa e efeito, e
aqui se faz, aqui se paga. A hegemonia do Bahia na década de 70,
com campeonatos vencidos de forma duvidosa, as desistências de
equipes tradicionais no estado de dar continuidade as suas
apresentações como Galícia, Ypiranga, Botafogo, Leônico, clubes
que efetuavam contratações para a participação em um campeonato
que já se sabia quem seria campeão. O retorno finalmente
aconteceu.
Hoje, século
21, ano 10, há uma década sem armações, campeonatos disputados
na bola, arbitragem imparcial, apesar de cometer muitos erros,
mas erros visíveis, que demonstram deficiência profissional.
Armações não
são mais cabíveis nos dias atuais, prevalece o time que busca, a
todo o custo, o profissionalismo, caso do nosso Leão da Barra, o
nosso Vitória. Como dizem os desportistas de plantão, estamos
anos luz à frente do capengante Bahia.
Somos
tetracampeões do Estado, mas fizemos uma partida final com o
regulamento na mão e, por pouco, poderíamos agora estar
penalizando toda a equipe, a comissão técnica e a diretoria.
Deixamos o adversário crescer na nossa própria casa. Onde eu
quero chegar com toda essa conversa? A repetição da maneira de
jogar no São Januário contra o Vasco.
Fomos
agraciados com um pênalti e uma expulsão de um jogador
adversário quando já perdíamos por 1x0. Empatamos o jogo e
ficamos administrando o resultado. O Vasco, desesperado, se
lançou ao ataque e não soubemos aproveitar esse descontrole
deles. No segundo tempo, geralmente o Ricardo Silva arruma a
casa e o Vitória apresenta uma nova postura que geralmente torna
o time mais agressivo. E isso não ocorreu.
Por desatenção,
tomamos um gol no inicio do jogo. Continuávamos com um a mais e
passamos a aceitar as investidas do Vasco nos encurralando em
nosso próprio campo. Era visível que se ocorresse uma expulsão
no Vitória, a situação se complicaria.
Aí, entra em
campo a inexperiência do nosso técnico, sacando o Junior,
colocando um zagueiro (Vilson), já demonstrando o recuo que
proporcionaria ao time. Saca o Berola e coloca o Schwenck, saca
o Egidio e coloca o Rafael. Ambos expulsos em lances seguidos.
Daí em diante foi só sofrimento até o apito final do arbitro,
confirmando a nossa passagem para as semifinais.
Onde
eu quero chegar? Passamos pelo Vasco. Mas, vamos continuar
jogando pelo regulamento e nos apresentado de forma apática, sem
garra nas partidas finais? Voltando ao hino, "nós somos o nome
na História, eu sou Vitória...".
Estamos muito
perto de fazer história no futebol brasileiro, mas vamos
finalizar essa historia com muita garra, garra para sempre
vencer.
Apresentar ao
Brasil que somos grandes, que aquele jogo contra o Vasco foi uma
aberração da natureza, que nunca mais acontecerá. A maneira de
jogar do nosso Leão é e sempre será utilizando as suas garras,
temos fome de vencer. Desde o inicio da Copa do Brasil
assistimos times de baixo e médio escalão decidindo finais com
muita garra. Foi assim com Juventude, Criciúma, Santo André,
Paulista de Jundiaí e o co-irmão Sport de Recife. Essas equipes
enfrentaram grandes times do futebol brasileiro e venceram.
Assim eu quero
o meu Vitória. Jogando com garra fora e dentro de casa. Assim eu
quero ser Campeão da Copa do Brasil versão 2010.
Cesar Senna
Administrador e
torcedor rubro-negro.
E-mail:
cesarsenna27@yahoo.com.br
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