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A importância do diretor de futebol
Renato Ribeiro
Caros rubro-negros,
Se houve algo comemorado por mim,
em se tratando de Vitória no início de 2010, foi a contratação
de Mauro Galvão para diretor de futebol. O ex-zagueiro terá
responsabilidade direta nos resultados do Leão, assim como a
diretoria e comissão técnica, pois, serão aqueles que formarão o
elenco rubro-negro para as disputas da atual temporada e, ao
mesmo tempo, terão de manter o barco sempre no rumo certo,
independente das adversidades.
Para que a “construção” do grupo
seja satisfatória, primeiramente deve-se realizar uma “pesquisa
de mercado”, afim de que não se gaste em quantidade rezando pela
qualidade. O diretor de futebol deve possuir sua rede de
contatos, no intuito de descobrir quais são aqueles atletas que
estão se destacando nos outros centros, além de peneirar futuras
promessas, repassando as informações à comissão técnica e
presidência (vale lembrar também o respeito quanto ao orçamento
anual da instituição). Caso contrário, o grupo ficará inchado de
jogadores desqualificados, presos a multas rescisórias,
tornando-se fardos que geralmente se encerram somente em
dezembro.
Outra função importante reside na
observação das divisões de base, mantendo dessa forma o elo
entre as categorias inferiores e departamento profissional. Cito
isso, pois, muitas vezes as soluções encontram-se dentro do
próprio clube e para isso faz-se necessária total interação
entre comissão técnica (profissional) e responsáveis pela base,
conduzida pela direção de futebol. Senão, todo investimento na
garotada terá sido em vão, repercutindo também no aumento de
custos, devido à cega preferência por jogadores oriundos de
outras agremiações.
É importante lembrar que será
muito difícil que o referido diretor deixe de ter uma bagagem
dentro do futebol e seja bem sucedido. Experiência é primordial,
pois o mesmo raramente deixará de identificar os “podres” do
meio e terá muito mais capacidade e facilidade em driblar
problemas cotidianos, como “espertezas” de empresários (que
adoram empurrar atletas machucados ou em decadência, através de
fitas de vídeo ou na própria lábia mesmo!), manhas de jogadores,
atitudes de má fé por parte de treinadores e dificuldades de
relacionamento no grupo.
E eu deposito enorme esperança em
Mauro Galvão porque acho que ele pode preencher todos esses
requisitos (fora a integridade e o bom caráter evidenciados
desde a época de jogador!). Meu maior medo reside em Alexi
Portela manter demais o pé no freio (sobretudo no Campeonato
Baiano, imprescindível para se estabelecer uma base sólida),
colocando, dessa maneira, o fator ousadia de lado. Afinal, o
diretor de futebol pode interferir em todos os parâmetros acima,
menos em abrir os cofres do clube. Ainda acho o elenco do
Vitória extremamente limitado e a nomeação de Ricardo Silva para
comandante rubro-negro, um tiro no escuro. Vamos torcer pra que
todas essas decisões da presidência venham a ter sucesso. Pelo
menos na mudança da direção do futebol, acho eu, ela acertou.
Saudações Rubro-Negras!
Renato dos
Anjos Ribeiro
Rubro-negro e
fisioterapeuta.
E-mail:
tinhojhow@yahoo.com.br
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