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O que é preciso para o vôlei
rubro-negro crescer ainda mais?
Renato Ribeiro
Caros rubro-negros,
não estranhem dois textos em uma
mesma edição. A intenção era de somente fazer um relato geral do
que foi o Vitória em 2009 e as perspectivas para o ano que
começa. Mas, a dedicação, títulos, necessidades e planos do
voleibol rubro-negro me fizeram sentar diante do PC mais uma vez
essa semana para, com toda justiça, escrever um pouco sobre os
nossos grandes campeões.
Tive o privilégio de estar
presente na final do Campeonato Baiano quando derrotamos o
favoritíssimo time da UNIBAHIA e na semifinal da Taça Estado da
Bahia, no triunfo frente à seleção de Camaçari. Amigos, uma
coisa eu posso afirmar. Se o vôlei masculino adulto do Vitória
obtiver estrutura e apoio significativo vai, com toda certeza,
dar muito mais alegrias à nação rubro-negra. O ponto forte dessa
equipe, talvez seja a capacidade de superação, principalmente em
momentos adversos. Por vezes, pensei que iria ter um infarto e
confessei ao nosso treinador, Ricardo Rocha, “o pato”, que não
tenho mais coração para emoções desse tipo.
Após a partida contra a seleção de
Camaçari, tive um bate papo com o nosso comandante. Fiquei feliz
com os seus planos para o vôlei do Vitória, mas ao mesmo tempo,
preocupado com o que é ainda oferecido para os nossos atletas e
comissão técnica. É de meu conhecimento a abnegação de Beto
Silveira (nosso coordenador de esportes olímpicos) e a paixão do
presidente Alexi Portela pelo Vitória. Mas, por outro lado, sei
também que se um projeto não se estabelece de forma sólida, com
o tempo acaba por encerrar suas atividades.
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Quando conversei com Ricardo, o mesmo me confidenciou
que sonha em colocar o Leão na liga nacional. Mas,
diante de sua responsabilidade, enquanto líder e atuais
condições de estrutura e orçamento, fica muito difícil
partir para tal meta. Ele cobra da direção do clube,
planejamentos orçamentário, logístico e operacional.
Isso consiste, desde a disponibilidade do calendário de
torneios aos quais o rubro-negro participaria até
materiais básicos como bolas e redes, hoje todos vindos
de sua iniciativa própria.
O
mesmo chegou a me afirmar que o Vitória foi convidado a
participar das comemorações do centenário do município
de Itabuna, no qual enfrentaria a seleção local. “Mas
como podemos fazer isso, Renato? Um convite dessa
natureza queiram ou não, requer custos! E queríamos
muito ir à Itabuna!”, lembrou o comandante rubro-negro.
Em
relação ao suporte de material, o técnico agradece e
muito a Márcio Xavier, da Loja do Leão, que tem fornecido
os uniformes. E os agradecimentos também se estendem à
Faculdade Hélio Rocha que disponibiliza sua quadra para
os treinamentos semanais do Vitória. |

Taça Estado da Bahia
Semi-Final: Vitória 3 X 2
Seleção de Camaçari (19/12/09)
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1º set |
25 |
x |
19 |
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2º set |
22 |
x |
25 |
|
3º set |
23 |
x |
25 |
|
4º set |
25 |
x |
22 |
|
5º set |
19 |
x |
17 |
Final: Vitória 3 X 2 Seleção
de Porto Seguro (20/12/09)
|
1º set |
25 |
x |
12 |
|
2º set |
24 |
x |
26 |
|
3º set |
17 |
x |
25 |
|
4º set |
28 |
x |
26 |
|
5º set |
15 |
x |
9 |
Local: Ginásio da ASBAC (Pituba-
Salvador/ Bahia) |
“Gostaríamos muito de estarmos
mais perto do nosso clube, conhecer diretores, conselheiros...”,
destaca Ricardo. Diante dessas declarações, observamos que existe
um grande desejo de aproximação por parte de comissão técnica e
jogadores, mas também uma certa frustração pelo distanciamento
do próprio Vitória.
É lógico que todo esse impasse
circula pelo tema “fragilidade profissional”. Um clube quando é
profissional de fato, olha para seus departamentos com o máximo
de atenção possível. Oferece estrutura e fica atento às
necessidades identificadas. Não basta somente colocar a marca
“Vitória” e torcer por resultados vindos pelo “peso” da camisa, e
sim impulsionar todo um trabalho ao sucesso. E para isso, a
direção do clube tem que estar próximo aos atletas e comissão
técnica.
Quando questionei a quem pertence
a hegemonia atual do voleibol do Nordeste, Ricardo apontou o
Sport Clube do Recife e ao mesmo tempo questionou que “se eles
podem, por que não o Vitória, que com uma temporada e pouca
estrutura oferecida, já conquistou três títulos importantes?”.
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Nossos campeões:
1-Rodrigo Pimenta; 2-Rodolfo Neto; 3-Gilmar Coelho;
4-Nelson Filho; 5-Willian Barbosa; 6-Alessandro Santos;
7-Rafael Santos; 8-Daniel Pacheco; 9-George Filho;
10-Cláudio Nery; 11-Jefferson Santos; 12-Milton
Gonçalves; 13-Cléber Menezes; 14-Eduardo Muniz; 15-João
Silva; Treinador: Ricardo Rocha. |
Nosso recado está dado. O Barradão
On Line reconhece o valor da nossa atual direção e o quanto
esses homens foram importantes no renascimento do Vitória, mas,
ao mesmo tempo, entende o seu papel de estar atento e sensível a
todos os esportes nos quais o Rubro-Negro estiver em ação (vamos
lembrar que o voleibol é o segundo esporte mais praticado no
país, perdendo somente para o futebol). Ganhamos três títulos
esse ano na base do envolvimento, amor ao esporte e respeito ao
Vitória. Com o patrocínio substancial da presidência, conselho e
torcida será que chegaríamos mais longe? Eu acredito que sim!
E parabéns ao papão do vôlei
baiano em 2009!
Saudações Rubro-Negras!
Renato dos
Anjos Ribeiro
Rubro-negro e
fisioterapeuta.
E-mail:
tinhojhow@yahoo.com.br
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