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Quando isso vai acabar no Vitória?
Será que voltamos a assistir jogadores
fazendo corpo mole?
Francisco Ribeiro
Quando as lembranças de 2004 e 2005 ainda estão frescas na
cabeça - anos em que nossos (lá ele) jogadores nos derrubaram
divisões abaixo - olha o que aparece no finalzinho do
Brasileirão 2009...
Inadimissível sair de casa para ver nosso time em campo,
pensando na Sulamericana 2010, e assistir a uma "palhaçada" como
a de Vitória 0x1 Avaí. Três ou quatro jogadores honrando a
camisa e os demais fazendo tudo em campo menos jogando futebol.
Não vou citar nomes para não ser irresponsável, mas o torcedor
não é bobo.
A torcida já deu seu recado nas arquibancadas.
Continuará dando o recado nos
veículos de informação que tem acesso. E esperamos que
nossos diretores tomem providências, o mais rápido possível, nos
bastidores.
O que queremos saber é: há atletas fazendo "corpo mole"? É um
(mais um) problema deles - ou de alguns deles - com Vagner
Mancini? Sabemos que todos os jogadores do País estão ávidos por
férias, até os que disputam o título ou lutam contra o
rebaixamento, mas por que somente no Vitória isso é motivo para
atitudes como as que vimos no último domingo?
Ei, Apodi...
Um capítulo a parte, naquele jogo, foi protagonizado por Apodi.
Durante a semana, parte da imprensa deu destaque ao fato de que
o jogador teria jogado o colete no chão ao ser escalado para o
time reserva. Atitude antidesportiva ou, ao contrário, prova de
que ele queria ser titular para ajudar o time? Não se sabe.
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Fonte: ECVITORIANOTICIAS.com |
O
que se sabe é que, de uma maneira ou de outra, alguns
torcedores pediram respeito a Apodi quando ele entrou em
campo. Teria sido um grande incentivo para muitos
jogadores correrem mais e provarem que têm valor. Mas,
após os primeiros erros do lateral, surgiram as
primeiras vaias. Qual foi a reação? Apodi, ironicamente,
pediu que a torcida gritasse mais alto. Lamentável. |
Mostrou ser um profissional despreparado. Desrespeitou a
torcida. Sempre foi xodó e no primeiro momento em que viu a
torcida vaiá-lo, ao invés de lhe dar aplausos, partiu para o
confronto.
Que Apodi pense bastante no que fez e decida o que quer. Se
deseja partir, que vá logo. Não pensarei duas vezes em gritar "Ei,
Apodi, dê um tchau aí pra mim!". Sabemos do momento difícil que
ele passa, pois perdeu o pai recentemente. Mas até nesse momento
ele recebeu apoio do torcedor. Tem que respeitar.
Chega
A torcida do Vitória não merece continuar sofrendo com
profissionais anti-éticos. Basta o que aconteceu em 2004 e 2005.
Pensamos que com uma política de valorizar o jogador, pagar em
dia, apoiá-los dentro e fora de campo, teríamos em troca o
mínimo que um atleta pode dar: disposição e respeito. Mas
continuamos recebendo, em troca, atitudes que não são dignas de
um profissional, quanto mais de um homem. Repito: São alguns,
não todos.
Boa parte de nós já não pensa mais em Sulamericana e, sim, em
torcer contra os quatro rebaixáveis. Exagero? Se tivéssemos um
elenco confiável, sim. Mas eles (jogadores) provam que não
temos.
Basta.
Francisco Ribeiro
Jornalista e editor da Revista Eletrônica Barradão On Line.
E-mail: fanque@yahoo.com
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