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Dentro do esperado. Mas até quando?
Renato Ribeiro
Caros rubro-negros,
enfim o Campeonato Brasileiro se
aproxima do seu encerramento e uma pergunta imediatamente já
surge: era essa a campanha esperada do Vitória em 2009? Na minha
opinião, sim, haja vista a ainda atual situação financeira do
clube, que mesmo após avanços significativos, não foi suficiente
para se objetivar algo mais ousado. Porém, uma outra questão
também já povoa as nossas conversas do dia a dia: pra quando
seremos um dos favoritos a uma das vagas à Taça Libertadores da
América e/ou título nacional (seja Brasileirão ou Copa do
Brasil)?
Todos sabemos, não é de hoje, que
a atual administração encontrou o rubro-negro em uma situação
mais do que caótica. O Vitória estava na Série C, agonizando
financeiramente e o que mais importava naquela época era tirá-lo
do porão do nosso futebol e ao mesmo tempo sanar os prejuízos
adquiridos pela gestão anterior.
Hoje, o clube mostra-se muito mais
equilibrado, mas ainda em período de transição, com predomínio
de reconhecimento, negociação e quitação de débitos. E isso
repercute em investimentos modestos no futebol profissional.
Apesar de termos jogadores de qualidade como Viáfara, Uelinton,
Leandrinho e Leandro Domingues, alguém aqui achava que um elenco
formado em sua boa parte por atletas limitados como Magal, Gil,
Willian, Robinho, Leandrão e Roger iria muito longe?
O fato é que quando uma
instituição volta de um momento crítico, como foi o caso do
rubro-negro, para a uma Série A, primeiramente deve-se buscar a
permanência na mesma por mais ou menos dois a três anos,
enquanto se atinge a reestruturação. A partir de então, as metas
tornam-se mais ambiciosas, traduzidas principalmente em
contratações de muito mais qualidade. Em relação ao Vitória, aí
é que vem o meu maior receio.
Para que essa evolução aconteça é
preciso haver a profissionalização de fato do clube. De nada
adiantará toda essa “conquista fiscal”, parceria com Governo do
Estado, dentre outras atitudes positivas, se o rubro-negro parar
no tempo e não seguir adiante. Meu medo é que após essa etapa,
os nossos dirigentes se sintam satisfeitos com campanhas meeiras
e o Vitória estacione, até o dia em que volte a uma Série B
devido à formação de um plantel frágil, fruto da falta de
profissionalismo. Torci muito para que a declaração de que o
Leão entraria forte pela briga do título nacional em 2011
tivesse partido de Alexi Portela, algo desmentido por ele
próprio. Seria a maior prova de “pensamento no caminho certo”
dada por parte da nossa presidência.
O Vitória precisa pensar grande,
pra frente. A atual campanha é plenamente aceita, mas com o
tempo, da forma mais natural possível, o torcedor pedirá mais e
as cobranças aumentarão. Cabe à diretoria ultrapassar o estágio
de regularização de dívidas, planejando o clube de forma
profissional e ambiciosa. Isso, com toda certeza, levará o
rubro-negro a disputar em igualdade, com os melhores do país,
posições de destaque, ali na parte superior da tabela de
classificação.
Saudações Rubro-Negras!
Renato dos
Anjos Ribeiro
Rubro-negro e
fisioterapeuta.
E-mail:
tinhojhow@yahoo.com.br
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