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Valeu, Adaílton! Parabéns, Vanderson!
Renato Ribeiro
Caros rubro-negros,
Em uma época cujo envolvimento dos
atletas com o clube é quase nulo e o dinheiro sempre fala mais
alto, dois exemplos positivos merecem e muito nossas atenções.
Vanderson, pela sua vontade e compromisso mostrados desde a
chegada à Toca do Leão há quatro anos, e Adaílton, zagueiro
formado no Vitória, atualmente defendendo o Santos e que não se
cansa de ser eternamente grato ao clube.
Essa semana que passou foi marcada
pelo aniversário de 30 anos do nosso pitbull. Para mim, nosso
camisa 5 constitui-se o maior símbolo da volta por cima do
rubro-negro baiano no cenário nacional. Durante o período do
"Vamos subir Nêgo!" inúmeros foram os jogadores que vestiram a
camisa do Vitória, mas poucos encarnaram o manto sagrado como
Vanderson. Sua raça e disposição em campo viraram marcas
registradas de seu futebol. Isso ajudou e muito para que o mesmo
caísse nas graças da torcida, que já escreveu - faz muito tempo
- o nome do valente meia na galeria dos maiores jogadores da
história do clube.
No triunfo diante do Náutico, no
último dia 18, estava conversando com Léo Machado nas
arquibancadas do Barradão e uma das perguntas que surgiu foi por
que Roger sempre é cobrado duramente pela torcida e Vanderson
não. Na minha modesta opinião é devido ao fato de Roger não
cumprir com frequência a sua função de fazer gols, enquanto que
Vanderson dificilmente deixa de brigar lá atrás, roubando a
maioria das bolas, mantendo maior regularidade. Além disso,
Vanderson já marcou uma trajetória de sucesso no clube, coisa
que o nosso atual centroavante titular ainda está muito longe de
alcançar.
Fora que Vanderson já conquistou o
reconhecimento do torcedor não somente por suas atuações, mas
também por sua postura extra-campo. Quem não se lembra de um
especial exibido por uma TV local, em que o atleta se emocionou
com a história do massagista Tuca, acometido por uma deficiência
visual, citando-o até como um dos seus maiores exemplos de vida?
Outro fato importante foi a sua entrevista concedida a uma
emissora de rádio que solidificou o desejo do nosso cão de
guarda em pendurar as chuteiras no Vitória como prova definitiva
de sua identificação com as cores vermelho e preto. E que seja
feita uma grande e merecida festa!
Exemplo de gratidão
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Adailton,
revelado pelo Vitória |
No
feriado do dia 12 de outubro estava me dirigindo para
atender uma paciente em domicílio e, ao mesmo tempo, ouvindo
no rádio as entrevistas com os atletas que iriam participar
do confronto Santos x Vitória, quando tive a oportunidade de
escutar o depoimento do zagueiro Adaílton. Confesso que,
mesmo conhecendo parte de sua trajetória, esperava poucas
palavras em relação ao Vitória. Para minha |
surpresa o beque afirmou, sem
vacilar, que somente o profissionalismo separava ele do lado de
cá naquela ocasião e que ainda sonha, um dia, voltar a vestir a
camisa do rubro-negro baiano, seu time do coração.
Pouco depois, após o término do
jogo, conversei com alguns amigos sobre o fato e alguns disseram
que isso já era esperado, pois Adaílton difere da grande maioria
dos jogadores por ter uma formação familiar sólida e educação
suficiente para perceber que a gratidão faz parte do caráter de
seres humanos privilegiados. E que também ele é Vitória mesmo e,
desde que se transferiu, já manifestava o desejo de voltar um
dia ao seu clube de origem.
Isso é muito pouco visto nos dias
de hoje, em que jogadores ainda na base já tratam o Vitória
somente como ponte para sucesso, para o mercado europeu, os rios
de dinheiro, carros de luxo, as mansões etc. E após alcançarem
todos esses bens e determinadas posições, sequer olham para
trás, nem que seja para um simples obrigado. Exemplos como Dida,
Dudu Cearense, Leílton e o próprio Adaílton são raríssimas
exceções.
E foi pela soma do
profissionalismo e garra de Vanderson com a gratidão e
sentimento de Adaílton que resolvi escrever esse texto. Defendo
a profissionalização de fato do nosso futebol, mas sem a frieza
e ganância tão comuns no século XXI. Sempre tive o sonho de um
dia jogar pelo Vitória, mas devido aos estudos não pude
realizá-lo, assim como milhares de outros torcedores
apaixonados. Mas com toda certeza afirmo que, se fosse pra botar
o pé na dividida, seria na mesma atitude do Pitbull (ainda mais
em baVis!) e nos veículos de comunicação iria me inspirar no
torcedor Adaílton. Dois grandes exemplos!
Obrigado, Adaílton! E Feliz
Aniversário, Vanderson "Pitbull"!
Saudações rubro-negras!
Renato dos
Anjos Ribeiro
Rubro-negro e
fisioterapeuta.
E-mail:
tinhojhow@yahoo.com.br
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