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Colón - Um bar ou um pedaço do Barradão no Centro da cidade?
Carolina
Oliveira
Finalmente,
conheci O Colón. Há tempos que meu namorado rubronegro
prometia me levar para conhecer um reduto histórico da torcida
do Vitória, mas nunca dava tempo, nunca dava certo. Enfim,
chegou a hora e, claro, lá fomos nós, com a camisa do Leão no
corpo, para o famoso e tradicional bar em frente ao Forte de
São Pedro.
Confesso
que não vi nada demais quando entrei. Havia uma imensa bandeira
rubronegra pendurada no teto (imensa mesmo), alguns adesivos
relativos ao ECV colados no vidro e a maioria das pessoas estava
com a camisa do time. Sim, isso não é nada de espetacular,
concorda? Qualquer bar pode ser assim, basta organizar. Esperava
ver uma decoração vermelha e preta, algo mais com cara de
futebol. Foi um pouco frustrante. Mas
eu entendi o significado da coisa aos poucos.
Primeiro
notei a galera "secando" o jogo do Bahia. Secando
mesmo, parecia que era um BaVi! Aí depois, meus amigos, quando
o Vitória entrou em campo contra o Santo André... Eu não
sabia mais dizer se eu estava num bar ou se estava num estádio!
Foi um verdadeiro espetáculo de torcida, com direito a gritos,
palavrões, aplausos para os melhores lances e discussões sobre
o desempenho do elenco. Incrível a transformação. Tomamos um
gol logo de cara, aos 33 segundos, mas O Colón encheu ainda
mais depois disso. Aproveitei o intervalo para ir a A Favorita,
uma tradicional padaria ali perto, e quando voltei e vi a
quantidade de gente, tomei um susto. "Caramba, levaram
minha cadeira!" - foi a primeira coisa que pensei! Mas foi
só um susto, minha cadeira estava bem guardada! Que alívio!
Voltei
para casa pensando muito em tudo o que tinha visto. Fui comentar
com meus pais e fiquei surpresa: meu pai disse que frequentava O
Colón quando menino, ia lá com minha avó merendar!!! Depois
passou a ir com minha mãe quando se casaram, alternando com os
outros points, Lanches Bahia e Manon. E eu passei tantas vezes
por ali e nunca notei a existência daquele pequeno reduto.
Talvez porque sempre fiquei meio enfeitiçada pela arquitetura
da Casa D'Itália, que me chama atenção até hoje!
Acho
que a torcida poderia valorizar mais aquele ponto. Não com o
intuito de lotar, claro! A estrutura nem permite! Os garçons
passam na frente atrapalhando o jogo, a moça que vende amendoim
enrolado no papel entra agachada com seu balde para vender sem
passar na frente da TV! Mas poderia ser visitado mais vezes,
inclusive nos jogos fora de casa. De uma forma ou de outra, é
um pedacinho do Barradão guardado no coração de Salvador!
Carolina
Oliveira
Administradora
e rubronegra.
E-mail:
carolina.so@gmail.com
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