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O estranho “Caso Roger”!
Renato
Ribeiro
Caros
rubro negros,
se existe um jogador no elenco do
Leão que desperta na torcida alteração súbita de humor, esse
nome atende por Roger. É impressionante como o nosso
centroavante consegue passar do céu ao inferno e vice-versa em
questão de segundos! E olhem que já fomos “presenteados” por
exibições de todos os tipos possíveis e inimagináveis.
Quem observa a tabela da
artilharia da primeira divisão não acredita que lá está ele, no
topo. Muitos, assim como eu, não conseguem entender como um
jogador lento, desengonçado, débil tecnicamente e que durante
(todas) as partidas desperdiça uma quantidade absurda de chances
claríssimas, constitui-se em um dos maiores goleadores do
campeonato. Conclui-se então que o Vitória deve ser a equipe que
mais cria oportunidades dentre todas as outras da elite do nosso
futebol.
Chega a ser engraçado a
imprevisibilidade em relação ao camisa vinte e três (agora nove)
rubro-negro. Já vimos Roger sair vaiado devido à péssima
exibição, jogar mal e terminar como herói, sair de campo como o
destaque do jogo e por aí vai! Um verdadeiro antônimo de
regularidade!
O que dizer da partida contra o
Atlético-PR no Barradão, quando o mesmo já era execrado pela
torcida e acabou por dar um belo passe para Neto Berola fazer o
gol do triunfo? E a mais recente façanha frente ao Cruzeiro,
cuja batalha já se encaminhava para um triste desfecho e que só
não terminou em 4X3 para o Vitória por puro capricho da última
bola chutada por Roger (que já tinha marcado dois gols e perdido
uns duzentos!), que passou rente a trave celeste?
Por outro lado, já arrancamos
nossos cabelos de raiva, como no festival de gols perdidos na
derrota contra o Goiás, na falta de capacidade de somente
colocar a perna para que a bola apenas mudasse sua trajetória e
entrasse na meta de Felipe do Corinthians ou naquela chance
incrivelmente desperdiçada no Olímpico, quando a meta gremista
já estava sem goleiro! Fora as oportunidades perdidas de cara
com o goleiro do galo mineiro, no Barradão!
Particularmente eu não gosto dele.
Acho um atacante fraco, que poderia servir bem um clube da série
B. Mas, se Leandrão não conseguiu tomar a sua titularidade
(imaginem!), o que nos resta então? Parece que depois de Dinei
enterraram uma cabeça de burro na região do ataque rubro-negro,
que a partir de então só apresentou atacantes, que apesar de
toda disposição, não se mostram confiáveis (confesso que preferi
ir tomar banho na disputa por pênaltis contra o Coritiba pela
Copa Sul-Americana, ainda mais tendo sido Roger escalado para a
última cobrança).
Talvez pelo fato do nosso
“matador” titular ser um “boa praça” (que inclusive vive um
momento delicado no que se refere à saúde de sua filhinha e isso
desperta solidariedade), por não haver até o momento uma melhor
opção e principalmente pela raça mostrada em campo, que o
torcedor rubro-negro ainda não exigiu sua cabeça. Tomara que os
nossos meias continuem a criar boas jogadas para que pelo menos,
mesmo com todos os gols perdidos, Roger continue a balançar as
redes dos nossos adversários! (pelo visto já era para ele ter
2.738.373 gols no Brasileirão!). Ou seja, aos trancos e
barrancos, vai lá Roger!
Saudações Rubro-Negras!
Renato
dos Anjos Ribeiro
Rubro
negro e fisioterapeuta.
E-mail:
tinhojhow@yahoo.com.br
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