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Temos profissionais confiáveis?
Francisco Ribeiro
Ao levar em consideração o
resultado
parcial de
nossa enquete, que pergunta ao internauta rubro negro
por que o Vitória caiu de rendimento no final do primeiro turno
do Brasileirão, observamos no topo do resultado a “falta de
profissionalismo de alguns atletas” com 32% dos votos e, em
seguida, a ideia de que “o elenco mostrou que não é dos
melhores” com 29%.
Para 23% dos votantes “foi uma turbulência normal que todos
os clubes passam”, ou seja, o Leão deve melhorar. Por fim, 17%
acreditam que “nosso treinador Paulo César Carpegiane vinha
escalando errado nossa equipe”.
Sem entrar no mérito de que a voz do povo realmente é a voz
de Deus, fica claro que o torcedor do Vitória torce o nariz para
a postura de alguns jogadores em campo. A torcida vem colocando
em dúvida a ética profissional de nossos atletas – e de boa
parte deles, não apenas do meia Uelliton, que fingiu contusão
para não jogar depois que Carpegiane lhe tirou a condição de
titular. A
teoria da conspiração,
que levanta a tese de que os jogadores podem ter derrubado o
treinador, também já foi reforçada neste espaço por nosso
colunista José Raimundo Silveira.
Quem somos nós para julgar... Mas...... torcedor não é
bobo. Está vacinado para a safadeza, principalmente o do
Vitória, depois dos grupos que o clube montou em 2004 e 2005,
com direito a jogador “fazendo a festa” por não ter sido
escalado para jogar e tiros para o alto no Centro de Treinamento
Manoel Pontes Tanajura.
Por isso, quem não deve de maneira alguma ser boba é nossa
diretoria. Pois, se já presenciamos situações revoltantes
envolvendo a combinação “diretoria incompetente + jogadores
desprezíveis”, não pode mais haver espaço para isso no Vitória.
Pelo menos é o nosso desejo.
O recado é: se o torcedor tem um pé atrás com relação a
alguns jogadores e sua postura ética e profissional, que nossos
diretores considerem um pouco mais a voz que vem da
arquibancada. Fiquem atentos. Já não basta jogar dinheiro no
ralo com contratações equivocadas – lembrem dos 29% dos votantes
– que só incham o elenco. Já não basta deixar de ganhar dinheiro
ao sermos eliminados de competições importantes muito antes das
fases finais.
É preciso monitorar muito bem o clima interno do clube
antes de se preocupar tanto com o que acontece do lado de fora
ou até mesmo além dos muros do rival, assunto predileto de
alguns diretores (o que é lamentável). Se as “barcas” Magnumiana
ou Cleberiana, datadas de 2004 D.C. estiverem tentando voltar a
ancorar na Toca, que levem logo chumbo grosso e afundem de vez!
Estamos de olho!
Francisco Ribeiro
Jornalista e editor da Revista Eletrônica Barradão On Line.
E-mail: fanque@yahoo.com
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