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Leão
fora da Toca: Um martírio!
Renato
Ribeiro
Caros
rubro-negros,
Escrevo
essa coluna poucos minutos após o vexame contra o Grêmio
Barueri. Pra ser sincero com vocês, em momento algum procurei
criar oba-oba diante dos resultados obtidos pelo Leão em boa
parte do primeiro turno, e da permanência no G4 durante a
maioria das rodadas. Como todo mundo, eu estava feliz com a
postura e colocação da equipe, mas ciente de que ainda é
muito cedo pra euforia. Todos nós sabemos da extensão do
Brasileirão e do quanto regularidade e elenco sólido são
determinantes pra uma grande campanha. Porém, é assustador o
declínio do futebol apresentado pelo Vitória nas últimas
rodadas, principalmente fora do Barradão.
Se
voltarmos um pouco no tempo, apesar de na maioria das vezes
termos perdido os jogos fora, pelo menos a equipe tinha uma
postura altamente positiva e digna de elogios. A diferença para
o atual momento (pois continuamos a sermos batidos em outras
praças) é que as apresentações de outrora foram
substituídas por um futebol ordinário, apático,
irresponsável, omisso e displicente.
A
zaga é confusa, o meio não tem pegada, não cria e o ataque é
cardíaco. É irritante assistir ao Vitória jogando fora de
seus domínios. E o mais frustrante é constatar que, pouco
tempo atrás, os jogadores eram aplaudidos apesar das derrotas
porque, queiram ou não, mostravam atitude em campo e realizavam
grandes exibições.
Independente
disso fica a lição de que para se disputar uma competição do
nível do Campeonato Brasileiro da Série A não basta ter um
time na conta e sim um elenco com peças de reposição
qualificadas. Elas são necessárias para a conquista de
resultados positivos, mesmo que ocorram suspensões, má fase de
jogadores, transferências e contusões. Não dá para ficar
rezando pela manutenção de uma mesma equipe titular por 38
rodadas! Aquela escalação da nossa defesa no confronto com o
Atlético Mineiro foi uma prova de descaso e incompetência!
Sofrível
E
apesar das poucas modificações feitas no time principal, o que
acompanhamos hoje é um "bando" em campo, praticando
um futebol sofrível, covarde e vagabundo. E mesmo com todas as
invenções do planeta não vou creditar toda culpa a
Carpeggiani. O que falta é qualidade no material humano.
Cadê
Robert? O que Nino Paraíba faz no Vitória se Jackson é a
melhor opção para substituir Apodi na lateral direita?
(aliás, o que Jackson e Ramon ainda fazem no Vitória?). Por
quanto tempo vamos esperar por um segundo homem de ataque? Por
quanto tempo seremos obrigados a esperar por um substituto para
Roger, que nada mais é que um grosso e desengonçado perdedor
de gols? Um verdadeiro "cover" de Neto Baiano! Com a
palavra, a diretoria.
É
melhor o Vitória acordar. Traduzindo: Ainda há tempo para se
recuperar na competição. O problema é mais uma vez
testemunhar o filme do desespero por contratações de refugo,
que evidencia atestado de planejamento equivocado, iniciado já
na composição da diretoria, onde todos chegaram a
confirmação, na última semana, que tinham duas pessoas no
clube assumindo a mesma função (quem não adivinhou que
Raimundo Queiroz estava com os dias contados na Toca?).
Qualidade
no elenco, já!
Resultados
positivos fora, já!
Saudações
Rubro-Negras!
Renato
dos Anjos Ribeiro
Rubro
negro e fisioterapeuta.
E-mail:
tinhojhow@yahoo.com.br
PS
1: Parabéns à garotada das divisões de base pelo título na
Alemanha!
PS
2: O futsal do Vitória precisa do seu apoio, torcedor rubro
negro!
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