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Manutenção
de comando técnico = Mais chances de sucesso
Renato
Ribeiro
Caros
rubro-negros,
Para
que um clube tenha sucesso nas competições é fundamental
dispor de jogadores de qualidade. De nada adianta um elenco
inchado se a resposta dentro de campo não for a esperada. Porém,
outra coisa bastante importante para uma brilhante campanha
está na continuidade do trabalho da comissão técnica.
Treinador
não ganha jogo, mas também pode contribuir para o sucesso ou
fracasso da equipe. O comandante tem como objetivos principais
indicação e aprovação de atletas, observação das
categorias de base, harmonia do elenco, avaliação física e técnica
da equipe e escalação. Por tudo isso podemos afirmar que a
manutenção de uma comissão técnica é decisiva para uma
grande temporada, enquanto que modificação constante no
comando técnico indica planejamento equivocado.
Um
bom exemplo a ser seguido temos no mercado europeu. Por lá os
clubes procuram manter ao máximo os profissionais no comando técnico.
Diferentemente da cultura brasileira, no velho continente são
perfeitamente normais casos de treinadores que ficam três,
quatro, cinco anos a frente do futebol profissional! E tenham
certeza que contratação de estrelas milionárias não é o único
fator para a conquista de títulos por parte dessas agremiações.
Cenário
Nacional
Voltando
à nossa realidade, quais são os clubes mais bem sucedidos no
cenário nacional nos últimos três anos? Justamente aqueles
que procuraram manter suas comissões técnicas: São Paulo,
Internacional e Cruzeiro. Resultado? Títulos, projeção,
fortalecimento estrutural e “recursos no bolso”.
Observem
o Vitória do ano passado. Começamos o ano com Vadão e, devido
a um fraco desempenho do time ainda no primeiro semestre, acabou
por desembarcar na Toca do Leão o jovem Vagner Mancini. Para
mim, Mancini ainda pode ser considerado um profissional
emergente, mas já dá sinais de grande capacidade no meio do
futebol. É só lembrar que, após a sua chegada à Salvador, a
equipe “encaixou”, não houve mais necessidade de mexer no
comando técnico e o rubro-negro fez uma campanha que
surpreendeu a todos.
Filosofia
e competência
Está
certo que por algumas vezes a teimosia e problemas de
relacionamento com determinados jogadores e parte da imprensa
atrapalharam nosso treinador, mas que a manutenção de um
trabalho foi fator decisivo para a conquista da vaga na Copa Sulamericana,
isso é nítido.
Por
outro lado, vale lembrar que manter uma “filosofia” não é
o bastante. Competência também é imprescindível. Com todo
respeito ao profissional, era evidente que Mauro Fernandes não
seria o treinador do Vitória na segunda metade da atual
temporada. Agora estamos sob o comando de Paulo Cesar
Carpegianni que, se em alguns momentos gosta de “inventar”,
pelo menos mostra mais capacidade para gerir um elenco de Primeira
Divisão do que seu antecessor.
A
diretoria, além de ter o papel de cobrar resultados, tem também
a obrigação de fornecer toda estrutura necessária à comissão
técnica, bem como de proteger os profissionais de boa parte da
imprensa esportiva que, por meio do sensacionalismo barato,
busca somente a autopromoção.
E
quanto ao torcedor, esse deve buscar sempre a coerência,
evitando ser levado pela emoção, que nada mais é do que a
porta de entrada para a atuação desses pseudos-profissionais.
Vamos dar todo apoio a Carpegianni e criticá-lo de maneira
construtiva!
Saudações
Rubro-Negras!
Renato
dos Anjos Ribeiro
Rubro-negro
e fisioterapeuta.
E-mail:
tinhojhow@yahoo.com.br
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