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De
gênio e louco, Apodi tem um pouco!
Renato
Ribeiro
Caros
rubro-negros,
Estamos
de volta do São João! Para não ser repetitivo demais, lá
em Barro Vermelho
(distrito de Curaçá, na Bahia) teve muita festa, licor, cerveja, comidas típicas, forró e,
pra variar, discussão com um monte de baianos torcedores de
Flamengo, São Paulo, entre outros clubes do sul sobre o
“complexo do paraibismo”. Mas o que mais passou pela minha
cabeça por esses dias foi a condição de xodó que Apodi
conquistou por parte da torcida rubro-negra. E olhem que isso é
muito difícil, diante do perfil exigente da galera do Leão.
Estava
viajando justamente no decorrer do jogo Vitória x Botafogo e a
angústia foi tremenda. Somente chegando em Barro Vermelho
foi que corri em direção ao primeiro bar que avistei e
fiquei sabendo que a partida tinha terminado com placar de 4 a 3
a nosso favor com gol do nosso lateral direito, de cabeça, no
final da partida! Pronto! Alívio total! Imediatamente pedi para
abrirem a primeira cerva do São João!
Apodi
não é craque. Longe disso. Mas o que agrada à torcida do Vitória,
assim como ocorre com Vanderson, é a sua disposição
em campo. Quem
não se lembra daquele show que ele deu contra o Avaí, na Série
B, quando só faltou fazer chover no Barradão? Ou aquela
arrancada contra o Marília, pela mesma Segundona,
em São Paulo, no final do jogo, que culminou com pênalti e
triunfo para o Vitória? Isso sem esquecer o primeiro baVi das
finais do Baianão de 2009, em Pituaçu, que consistiu
em pesadelo para o lateral Rubens Cardoso - o tricolor passou maus
bocados com as corridas do nosso “papa-léguas”!
O
fato é que Apodi não peca por omissão. Pode até errar
bisonhamente a jogada (sinto calafrios quando ele tenta aquela
velha cortada pro meio com alguns chutes horrorosos!), mas ele
tenta. É rápido, parte pra cima do adversário, é corajoso e
aos poucos vem evoluindo nas duas principais deficiências: marcação e
cruzamento. Se tem um atleta que melhor
representa as faces de louco e gênio em um único exemplo, esse
responde pelo nome de Apodi.
O
mais incrível é que existem exemplos de atletas que parecem
predestinados a vestir somente uma camisa. Apodi conseguiu até
hoje se destacar somente no Vitória. Independente dos esquemas
adotados pelos treinadores de Cruzeiro, Santos e São Caetano,
em nenhum desses clubes ele conseguiu exibir o melhor do seu
futebol como sempre foi aqui no Leão!
Para
se ter uma idéia do quanto o nosso veloz lateral é quase que
unanimidade, meu pai, um exemplo típico de pessimismo (lembrei
da coluna de Zezão, que identifica os “espíritos de
suíno!”)
gosta de Apodi. Se por um lado ele começa o dia com frases tipo
“Acho que o Vitória perde hoje!” e “Tá difícil pro Vitória
conseguir até empate!”, por outro, quando a bola cai ali pela
lateral direita, ele imediatamente grita “Lá vai minha
p...!”.
E
para coroar meu São João, quando cheguei em Salvador, vi os melhores momentos do confronto com o
Fogão pela internet e matérias sobre Apodi esbravejando com a torcida, berrando que
“Isso aqui é Vitória! É sangue!”. Meu sorriso veio
novamente à tona. É por aí mesmo! Quando o resultado não
vier na base da técnica, tem que sair na garra, na raça, coisa
que Apodi tem de sobra! Fora que às vezes a torcida rubro-negra
tem que tomar esporro mesmo. Além de Vanderson, qual outro
jogador teria moral para fazer isso? Apodi!
Lembro
que no ano passado, a lateral direita foi um dos principais
problemas sem solução (chegamos a ter Jackson improvisado!).
Pelo menos, em 2009 temos um jogador aguerrido que se em alguns
momentos apresenta lampejos de louco, em outros consegue levar
os zagueiros adversários ao desespero!
Salve
Apodi! O nosso “maluco beleza”!
Saudações
Rubro-Negras!
Renato
dos Anjos Ribeiro
Rubro-negro
e fisioterapeuta.
E-mail:
tinhojhow@yahoo.com.br
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