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Aqui não mermão!
Renato
Ribeiro
Caros
rubro-negros,
era
um belo domingo e de muito calor. O ano é 2004 (aliás, quem
adivinharia que cairíamos para a série B naquele ano?) e o Vitória
faria naquela partida frente ao Fluminense de Feira, válida
pelo baianão, as estréias de Edilson e Vampeta. O primeiro
tinha sido nosso carrasco na final do brasileirão de 93, mas
confesso rubro-negro, estava disposto a nos dar muitas alegrias.
O segundo, conselheiro e cria da casa voltava ao clube que o
revelou após passar por outros grandes clubes do futebol
mundial.
E
lá vai o BOL para Feira de Santana. Alugamos uma Topic e por
volta do meio dia já nos encontrávamos em um dos bares da
Princesa do Sertão, a fim de fazermos a famosa concentração
movida a um churrasquinho e cerva gelada. Lá estavam eu,
Luciano Santos, Niltinho Sampaio, Leonardo Machado e Francisco
Ribeiro do BOL, mais Ângelo Ricardo (amigo e goleiro do time
BOL), “Tio Beto”, Júnior “Bochecha” (amigo de Parque Júlio
César), entre outros amigos da família Barradão on Line,
todos com o intuito de empurrar o Leão em um momento mais do
que especial.
Faltando
mais ou menos uma hora para o início do jogo chegamos ao Jóia
da Princesa. De repente, um reporte de uma rádio de Feira de
Santana se aproximou da nossa turma pedindo palpites sobre o
placar do jogo. Lógico que o otimismo era grande, não somente
pelas estréias dos campeões mundiais pela seleção
brasileira, mas também pela disparidade técnica da nossa
equipe em relação ao “Touro do sertão”.
Só
que isso não foi muito nítido dentro das quatro linhas. Lembro
bem que o Fluminense foi um adversário difícil, valente. O
jogo foi bem equilibrado. Os estreantes do lado rubro-negro
sofriam pela falta de entrosamento com o restante do grupo. E não
é que o tricolor saiu na frente? Com o placar a seu favor o
time feirense resolveu se fechar. Mas esse bloqueio não demorou
muito a ser vencido e o leão empatou o jogo.
Até
aí tudo transcorria de forma tranqüila. O jogo seguia
empatado, quando para o nosso azar, surge um rasta com uma
postura desconfiada no meio da torcida rubro-negra, bem próximo
de onde a galera do BOL estava localizada. O problema é que a
cada gol perdido do Fluminense ele fazia uma reação de que ia
vibrar se a bola entrasse. E pra piorar a situação, nos lances
de perigo a meta do time local ele exibia reações de medo e
angústia. Foi demais pra mim! Fiquei puto! Comecei a resmungar.
Ângelo percebendo minha insatisfação se aproximou e
perguntou:
-
O que foi rapaz?
-
Esse cara aí do lado... Fica querendo vibrar gol deles aqui, pô!
Sacanagem! Se é Fluminense, vai pro outro lado!
A
partir daí, Ângelo também começou a observar a figura. Só
que nesse momento acontece o gol da virada do Leão! O gol do
triunfo! Vitória 2X1!
Eu
que já estava com duas cervas na cabeça, com o gol fiquei
louco! Corri pra todos os lados e ao mesmo tempo esbravejava:
-
Goooooooooooooool p....! Vitóriaaaaaaaaaaaaaa!Quem tá aqui do
nosso lado torcendo pras carniças tem mais é que se f...!
O
rasta foi devagarzinho saindo e eu continuei ensandecido. Foi
quando chegou Niltinho e literalmente me “desarmou” com a
pergunta:
-
Venha cá rapaz... O que colocaram na sua cerveja?
-
Por quê? Questionei ofegante.
-
Porque eu quero também! Respondeu.
Não
teve como não cair na risada.
Saudações
Rubro-Negras!
Renato
dos Anjos Ribeiro
Rubro-negro
e fisioterapeuta.
E-mail:
tinhojhow@yahoo.com.br
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