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Revista Eletrônica BOL - Edição nº 51 - 28 de dezembro de 2008 a 3 de janeiro de 2009

Foto: Claudionor Santos/Photocâmera/Divulgação

:: Artigos ::

Valeu 2008! E que venha 2009!

Renato Ribeiro

Caros rubro-negros,

Essa é a última coluna de 2008! Zefinír! Agora é hora de tirar um descanso, curtir uma praia, uma gelada, a família, os amigos e colegas (obrigado, César Senna, pelos elogios feitos à coluna da edição número 50!).

Antes disso, como não deixar de fazer uma breve avaliação do que foi o Vitória nesse ano? Sabíamos todos que a temporada seria cercada de muita expectativa, pois entrávamos como favoritos no remo, lutávamos pelo bicampeonato baiano de futebol profissional, hegemonia da divisão de base no estado, carregávamos a esperança de um bom papel na Copa São Paulo de Futebol Júnior e o título da Copa do Brasil. E é claro que não esqueci o principal. Havia uma grande ansiedade criada pelo nosso retorno à Série A do Campeonato Brasileiro.

Aqui ficam os parabéns à nossa equipe de remo. O “irmão pobre” dos esportes aos quais o rubro-negro disputa, praticamente, “sobrou” na Enseada dos Tainheiros, deixando seus rivais para trás, com a conquista do heptacampeonato estadual. E quem disse que os nossos guerreiros se contentaram com a soberania local? Ainda estava reservado à torcida rubro-negra o título de bicampeão do Norte-Nordeste já em águas paraibanas!

Que em 2009 seja garantida mais atenção aos nossos atletas e que os troféus continuem vindo para a Toca do Leão, enriquecendo mais e mais a nossa galeria. Vamos lembrar que o remo é um dos esportes mais antigos de toda a história centenária do Esporte Clube Vitória e que merece, portanto, profundo respeito e valorização.

Futebol profissional - Em se tratando de futebol profissional, no Campeonato Baiano, a taça veio na base da sorte. Quem diria que sofreríamos tanto! Os tais “pacotes” não vingaram. Teve o Esporte Clube Primeiro Passo que foi o nosso calo, fizemos uma campanha apenas regular e depois de muitos anos perdemos mais baVis do que ganhamos.

Conquistamos o título na base dos critérios, o que serviu como uma espécie de aviso para o Brasileirão que viria no segundo semestre. A festa teve sabor de menta, mas sinal de alerta.

Esse sinal também foi reforçado pela nossa campanha na Copa do Brasil. Ter sido eliminado pelo limitadíssimo Paraná Clube em uma das fases iniciais, colocou um semblante de frustração e apreensão tanto na torcida como na diretoria. Mais uma vez repito. Está aí um campeonato de dimensão nacional que merece de nossa parte uma maior atenção, principalmente pela sua forma de disputa (a exemplo da Copa São Paulo de Juniores).

Observem o exemplo do Sport Clube do Recife, que ficou atrás do Leão baiano no Brasileiro, mas demonstrou muito mais interesse na Copa e foi contemplado com o inédito título de “Campeão do Brasil”.

Brasileirão - Já no Campeonato Brasileiro, o planejamento teve de ser revisto. Os “pacotões” já tinham se desmanchado e a equipe que foi montada, meio que na base do “seja o que Deus quiser”, fez um grande primeiro turno, que terminamos em quinto lugar, na cola da zona da Libertadores da América.

Isso criou uma grande expectativa para o turno decisivo, que nos contemplou com uma decepção na mesma grandeza da esperança criada no final da primeira metade do campeonato. No geral, valeu a vaga na Copa Sul-Americana, porém, ficou um gostinho de que poderíamos ter ido mais longe.

Ficou também a lição que precisamos profissionalizar a direção do clube, para que o planejamento se torne mais sólido, principalmente no que se refere ao fortalecimento do Marketing, da estrutura e da política de contratações. Ter assumido o clube falido, na Série C e equilibrado as finanças foi um grande feito dos atuais diretores, digno de aplausos. Só que a partir de agora a missão é ousar.

Garotos - Quanto aos nossos garotos da base, o que dizer? Muito obrigado pelos troféus conquistados no campeonato baiano! Foi cabelo, barba, bigode e barbicha! (somam-se ao profissional, juniores, juvenil e infantil). Porém, a nostalgia da turma de 93 nos vem novamente à memória na Copa São Paulo, após mais uma decepção. 

Fica também a lembrança das revelações Marquinhos, Wallace, Anderson Martins e Willians Santana, que evidenciam mais uma vez que as categorias inferiores sempre serão de uma importância extrema se investimentos continuarem a serem feitos.

Reforçamos aqui a proposta de uma maior exposição dos jovens atletas à história do clube como forma de se obter uma maior identificação à instituição, em vez de apenas desejarem se transferir para o sul do País ou da Europa.

Garotas - E as nossas leoas, hein? Após o anúncio da criação do departamento de futebol feminino, por parte da diretoria no segundo semestre, as meninas já mostraram suas garras.

Eduardo Martins | AG. A TARDE

Goleada nelas no primeiro BaVi feminino

No primeiro baVi da história uma goleada sublime dentro do Fazendão (como uma espécie de cartão de visitas ao novo diretor de futebol “deles”) e, até o fechamento desse texto, invictas na competição.

Isso mostra que se Larissa e cia continuarem a ter oportunidades, nos darão resultados muito mais do que positivos, não somente no 

âmbito estadual, mas nacional. E soltem as leoas, porém com casa, comida e roupa lavada!

Marketing - Ganhamos um grande presente da diretoria nesse final de ano com a nomeação do companheiro de BOL, Ricardo Azevedo como o mais novo diretor de Marketing do Vitória. Foi uma bela resposta às nossas críticas construtivas pela profissionalização do rubro-negro. Muito melhor do que ficar tentando limar do conselho um ex-diretor que nem faz mais parte do nosso dia a dia.

A partir de agora é oferecer estrutura e subsídios necessários ao mais novo profissional, a fim de que essa importante arma do mundo corporativo contemporâneo fortaleça mais do que nunca a marca “Vitória” e se transforme em uma fundamental peça de captação de investimentos e recursos para o rubro-negro! Parabéns à diretoria por esse “gol de placa” e a Ricardo desejamos boa sorte em sua nova empreitada.

Essa paixão - E por fim agradeço a paciência de todos. Por vezes somos verdadeiros “pidões” e esquecemos de agradecer, não é verdade? Espero que tenham gostado dos textos, das histórias... Afinal, o que faz aqui um mero fisioterapeuta tirando onda de colunista? Pois é amigos... O que essa paixão chamada Vitória é capaz de fazer com a gente!

Fica aqui a eterna gratidão aos nossos editores Luciano, Francisco e Tiago pela oportunidade de expor opiniões e passagens da vida ligadas ao nosso querido rubro-negro.

Meus agradecimentos aos internautas pela atenção, críticas e comentários. E, acima de tudo, obrigado a você, Vitória, pela capacidade de mover multidões, por reforçar velhas e formar novas amizades e por nos presentear sempre com o dom da emoção!

Até 2009 e Peeeeeeeeeeeeeeeegaaaaaaaaaaaaaaaaa Leãããããããããoooooooooooooooo!

Saudações Rubro-Negras!

Renato dos Anjos Ribeiro

Rubro-negro e fisioterapeuta.

E-mail: tinhojhow@yahoo.com.br

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