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Opinião ::
A evolução do Pitbull
Renato
dos Anjos Ribeiro
Caros rubro-negros,
após a derrota frente ao São Paulo
(para a alegria dos “paraíbas” e vice-campeões baianos), na
última quarta-feira, em pleno Barradão lotado (não venham me
dizer que ali tinham somente 35000 pessoas!), fiquei pensando
sobre o quê de positivo, além da presença e participação da
torcida, eu iria escrever nessa semana. Imediatamente me veio à
cachola a evolução do futebol do nosso frente-de-zaga
Vanderson.
Vanderson sempre teve o respeito
da torcida, mesmo daqueles poucos que não queriam sua renovação
contratual. Sua garra em campo tentava compensar a pouca
habilidade, e isso era notado e apontado por todos. O nosso
Pitbull era sempre enaltecido nos triunfos, como também era um
dos poucos poupados nos insucessos, devido à forma como encarnou
o manto rubro-negro desde a sua chegada à Toca do Leão. Quem
nunca gritou para um atleta adversário que por Vanderson ele não
passaria e que ali estava o nosso cão de guarda que pararia o
ataque inimigo a qualquer custo?
É nítido e histórico que a torcida
se identifica com jogadores que se sobressaem por sua vontade em
campo. Tivemos muitos exemplos em nossa vasta história de
jogadores que compensavam sua pouca ou até falta de talento pela
vibração e raça dentro das quatro linhas. Muitas vezes, esses
atletas têm suas trajetórias muito mais lembradas do que as
daqueles que possuem técnica apurada, porém pouca disposição.
Talvez os últimos a surgirem nessa classificação tenham sido
Marcelo Heleno (nunca esqueço a cena do baVi em que nosso eterno
cabeção literalmente comeu grama pelo nosso Leão, após um golaço
frente ao nosso rival na Fonte Nova), Chicão (que grande parte
da torcida de imediato não entendeu sua dispensa, somente
revelada mais tarde que se tratava de opção do treinador Vadão)
e Vanderson.
O que poucos que se posicionavam
contrário ao seu futebol contestavam principalmente era a
quantidade de cartões que Vanderson recebia durante os
campeonatos, que conseqüentemente o impossibilitava de atuar em
boa parte das partidas. Mesmo a ala dos rubro-negros que admiram
o seu futebol reconhecia sua característica de ser um atleta
extremamente faltoso e, por tabela, ausente.
E não é que Vanderson apresentou e
muito evolução no seu futebol?! Com o esquema do treinador
Vagner Mancini, bem como com a chegada do segundo volante Renan,
Vanderson tem se tornado uma das principais peças do Rubro-Negro
no Brasileirão. Continua a velha garra, a inigualável vontade de
vencer, mas também se soma agora a capacidade de revezar de
posição com Renan em determinados momentos do jogo, no famoso
rodízio de faltas, fazendo com que o número de suspensões tenha
diminuído consideravelmente.
E o mais surpreendente é que, além
disso tudo, Vanderson tem até arriscado umas subidas ao ataque,
algumas vezes com passes preciosos, ajudando Ramon e Willians na
armação de jogadas, e em outras oportunidades arrancando feito
um trator, aos trancos e barrancos, vencendo a tudo e a todos.
É isso aí, Pitbull! Continue a
impor respeito ali na nossa linha de frente do meio-de-campo,
garantindo proteção à zaga. E quando estiver retado com o
desempenho de Ramon, Willians, Marquinhos, Ricardinho, entre
outros, vá com tudo, mesmo que o gol tenha que sair na tora!
Saudações Rubro-Negras!
Renato
dos Anjos Ribeiro
Rubro-negro
e fisioterapeuta.
E-mail:
tinhojhow@yahoo.com.br
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