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Feito de gols e dinheiro
Ricardo
Azevedo
Na semana passada, explanei minha opinião sobre o aluguel
do Barradão. Muitos discordaram. Naturalmente, torcedores,
passionais, tratam o assunto com o extrato de sua paixão e isto
não é errado.
Opiniões a parte, usarei o fato
para entrar num assunto que é um dos pilares do marketing
esportivo: o marketing de relacionamento. Mas, qual a relação
disto com aquilo? Explico agora: na base de qualquer estratégia
de marketing está o mercado, ou seja, no nosso caso, o torcedor.
Sua opinião, assim, é importantíssima para a gestão do clube.
Então deixemos o assunto inicial e
suas possibilidades e adentremos mais no tema deste texto, já
que o assunto é sério e vale muitos títulos e dinheiro.
Relacionamento é a base do marketing porque hoje o mercado exige
interação.
“Mostre-me, que eu esquecerei; me
envolva e isso nunca mais deixará minha cabeça”. Este é o mantra
do momento no marketing e, apesar disso, poucos ainda entendem o
que significa. Entre eles estão dois grupos: os que não fazem
nada e dizem que está tudo ótimo e os que fazem pesquisa de
opinião para dizer que está tudo ótimo.
Explicarei o segundo grupo, já que
o primeiro dispensa comentários. Como disse, opinião de torcedor
é “importantíssima” para o clube, mas não é tudo. Com orçamento
na mão e muita criatividade, devemos partir para pensar além
daquilo que o torcedor diz que quer. Ou seja, vamos dar a ele o
que ele quer, mas não sabe que quer. Neste caso teremos uma
grande possibilidade de conseguir uma ação de resultado mais
marcante e, melhor, a um custo menor.
Claro que marketing de
relacionamento não é só isso, mas uma coluna seria pouco para
falar profundamente sobre o assunto. Aliás, penso comigo quantas
colunas seriam necessárias para a diretoria mostrar uma ação
profissional sobre o tema e acrescentar idéias para um debate.
Talvez este fato passe
despercebido dos torcedores, verdadeiros donos do Vitória, pois
a maioria cobra time e resultado em campo somente. Mas, acredito
nisto e procuro fazer este papel, devemos nos preocupar se fora
dele estamos criando condições para vencer, agora e no futuro.
Acredito nas boas intenções da
diretoria, mas acho pouco provável sucesso sustentado sem
marketing e o fato é que não existe marketing profissional no
Vitória. Até quando? Aguardaremos. Enquanto isso o mercado
continuará dando títulos aos que sabem fazer gols e dinheiro.
Ricardo Azevedo
Formado pela Escola Superior de
Propaganda e Marketing (ESPM) e associado da American Marketing
Association (EUA). É autor do livro "Eu sou um nome na história
- A história do Esporte Clube Vitória".
E-mail:
rico.azevedo@globo.com
Para mais informações:
www.ricoazevedoonline.blogger.com.br.
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